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13 - Gioachino Rossini

Novembro/13

aniversário da morte de
Gioachino Rossini
(1792-1868)
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MÚSICA (5min14)

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* aria 'Dunque Io Son' da ópera "O Barbeiro de Sevilha"
. intérpretes: Maria Callas e Tito Gobbi

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Rossini recebeu as suas primeiras lições musicais do pai, que tocava trompa e trompete na orquestra local. Aprendeu piano rapidamente, e em 1806 entrou para o Conservatório Musical de Bolonha, onde foi aluno do padre Stanislao Mattei. Mas parece que a aridez do contraponto não cativava o jovem Rossini, que sentia jorrar de dentro de si um turbilhão de ideias musicais e ansiava por lhes dar vazão. Em 1810 abandona o conservatório e segue para Veneza, onde é feita a estreia de sua primeira ópera, La Cambiale di Matrimonio.

Com um estilo e uma sonoridade que fazem lembrar o seu admirado Mozart, Rossini fez sucesso na Itália e fora dela. O próprio Beethoven se declarou admirador dele, augurando-lhe o reconhecimento que o mundo da Música já lhe tributava em vida e que ainda hoje lhe é devido.
Mas Rossini tinha já óperas que ficaram na História como predilectas do grande público. Casos de O Barbeiro de Sevilha, Semiramide, La Gazza Ladra ou La Cenerentola. Ficou e continua célebre por todas estas óperas cómicas – e em especial pelas suas aberturas.
Morreu em Paris, em Novembro de 1868 – e a última grande obra que fez não foi musical: Deixou toda a sua fortuna ao governo francês, com o objectivo de ser criada uma residência de condigno apoio a músicos na reforma.

Em Dezembro de 1815, o proprietário e empresário do Teatro da Torre Argentina, em Roma, o Duque Francisco Sforza-Cesarini, pedira ao compositor que escrevesse duas óperas para a temporada do carnaval daquele ano de 1816. A primeira dessas duas óperas foi “Trovaldo e Doliska”; a segunda, “O Barbeiro de Sevilha”, com libreto de Cesare Sterbini.
Rossini compôs“O Barbeiro de Sevilha” em menos de 15 dias, quando tinha apenas 24 anos de idade. Muito embora a sua primeira apresentação tenha sido um retumbante fracasso, veio a tornar-se no maior sucesso da carreira do autor lírico.
A acção decorre em Sevilha, no século XVIII, e conta a história do velho Doutor Bartolo, empenhado em casar a sua pupila Rosina. No entanto, Rosina está apaixonada pelo jovem Conde Almaviva que, com a cumplicidade do barbeiro Figaro, surge disfarçado de soldado bêbado, pedindo guarida em casa de Bartolo...
A par da elegância e da ligeireza da orquestração, o realismo com que representa a sociedade aristocrática, a linguagem irónica que autoriza todas as insolências, a simplicidade de estilo, e ainda a jovialidade desta comédia divertida e cheia de espirito são, sem dúvida, os segredos do êxito desta obra prima da ópera bufa italiana.
A estreia ocorreu no Teatro Argentina, em Roma, em 20 de fevereiro de 1816.
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"Dunque io son" (Il Barbiere di Siviglia) - Cecilia Bartoli & Gino Quilico
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