. .* O Corsário (Abertura) . Orq. Halle / Sir John Barbirolli . . .Berlioz, que viveu entre 1803 e 1869, é um dos mais vivos símbolos do artista romântico, com toda a grandeza que o romantismo implica nos homens da arte e da cultura do séc. XIX: génio assombrosamente original, vida cheia de contratempos, amores obsessivos e perniciosos, talento oscilando entre a obra genial e a incompreensão de quase todos.
Quis aprender música enquanto jovem – mas a família mandou-o estudar medicina. Só aos 22 anos conseguiu entrar no Conservatório, mas teve de concorrer 4 vezes ao Prémio de Roma para conseguir vencê-lo. Apaixonou-se perdidamente pela actriz irlandesa Harriet Smithson, mas só depois de seis anos de sofrimento casou com ela… e depois foram os dois infelizes.
Uma das principais obras de Hector Berlioz, A Morte de Cleópatra, foi a última das três tentativas falhadas para ganhar o Prémio de Roma. O juri recusou energicamente atribuir-lhe o prémio, para não mostrar apoio oficial a um jovem que revelava “tendências tão perigosas…”
Quase tudo foram adversidades. Mas nem tudo: Paganini reconheceu-o como dono de invulgar talento e Liszt dedicou-lhe admiração, para além de amizade e auxílio. E deixou obras de grande importância, como "Os Troianos", "O Corsário" ou “A Danação de Fausto”, cantata cénica baseada na obra de Goethe.
. Hector Berlioz é um dos mais vivos símbolos do artista romântico, com toda a grandeza que o romantismo implica nos homens da arte e da cultura do séc. XIX: génio assombrosamente original, vida cheia de contratempos, amores obsessivos e perniciosos, talento oscilando entre a obra genial e a incompreensão de quase todos. Quis aprender música enquanto jovem – mas a família mandou-o estudar medicina. Só aos 22 anos conseguiu entrar no Conservatório, mas teve de concorrer 4 vezes ao Prémio de Roma para conseguir vencê-lo. Apaixonou-se perdidamente pela actriz irlandesa Harriet Smithson, mas só depois de seis anos de sofrimento casou com ela… e depois foram os dois infelizes.Uma das principais obras de Hector Berlioz.
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Do longo padecimento amoroso pela actriz Harriet Smitson nasceu a obra-prima de Berlioz: a Sinfonia Fantástica. A intenção era descrever aquele amor obsessivo, em que a amada aparece e reaparece em cada andamento, como o que o próprio compositor chamou uma “ideia fixa”. “A Morte de Cleópatra”, foi a última das três tentativas falhadas para ganhar o Prémio de Roma. O juri recusou energicamente atribuir-lhe o prémio, para não mostrar apoio oficial a um jovem que revelava “tendências tão perigosas…” Amante e conhecedor da grande literatura, Berlioz inspirou-se em diversas obras dos escritores maiores para compor. Foi o caso da inspiração que colheu no “Fausto”, de Goethe, para uma das suas principais criações: A Danação de Fausto.
. 14 de Julho, data que a tomada da Bastilha fez perpectuar como dia da nação francesa, é ocasião de se dizer: Vive la France! .
. Nada melhor para saudarmos a pátria das luzes e grande panteão da cultura europeia, do que recordarmos A Marselhesa, hino e ícone da bravura dos franceses, extraordinária obra musica a que Hector Berlioz deu esta magistral orquestração: A Marselhesa, que ouvimos interpretada segundo o arranjo de Hector Berlioz, foi proclamada como hino nacional da França no dia 14.Jul.1795. Trata-se de uma peça musical composta por Claude Rouget de Lisle, oficial do exército francês, cujo ambiente de marcha heróica (reforçado pelo poema que lhe está associado) foi acolhido pelos franceses com um simbolismo difícil de encontrar paralelo em qualquer outro hino nacional. A monumentalidade deste arranjo orquestral, que quase faz a figura do orquestrador remeter para segundo plano o tenente Rouget de Lisle, verdadeiro autor da Marselhesa, é suficiente pretexto para falarmos de Hector Berlioz – um compositor cuja vida passada entre sucessos e tormentos faz jus à ideia de que o artista é sempre um sofredor.
Berlioz, que viveu entre 1803 e 1869, é um dos mais vivos símbolos do artista romântico, com toda a grandeza que o romantismo implica nos homens da arte e da cultura do séc. XIX: génio assombrosamente original, vida cheia de contratempos, amores obsessivos e perniciosos, talento oscilando entre a obra genial e a incompreensão de quase todos. Berlioz quis aprender música enquanto jovem – mas a família mandou-o estudar medicina. Só aos 22 anos conseguiu entrar no Conservatório, mas teve de concorrer 4 vezes ao Prémio de Roma para conseguir vencê-lo. Apaixonou-se perdidamente pela actriz irlandesa Harriet Smithson, mas só depois de seis anos de sofrimento casou com ela… e depois foram os dois infelizes. Uma das principais obras de Hector Berlioz, A Morte de Cleópatra, foi a última das três tentativas falhadas para ganhar o Prémio de Roma. O juri recusou energicamente atribuir-lhe o prémio, para não mostrar apoio oficial a um jovem que revelava “tendências tão perigosas…”
Do longo padecimento amoroso pela actriz Harriet Smitson nasceu a obra-prima de Berlioz: a Sinfonia Fantástica. A intenção era descrever aquele amor obsessivo, em que a amada aparece e reaparece em cada andamento, como o que o próprio compositor chamou uma “ideia fixa”, O primeiro andamento, dizia ele, descreve “intimidades passionais” e “sonhos sem rumo”, seguidos de uma “paixão frenética com todas as suas explosões de ternura, ciúmes, fúria, temor, etc.” No segundo andamento, o protagonista assiste a um baile, mas a sua idée fixe continua a rondá-lo… e faz o seu coração palpitar durante uma brilhante valsa… O terceiro andamento”Cena do Campo”, contém “pensamentos de amor e esperança, perturbados por obscuras premonições”. O quarto andamento é dominado por uma visão provocada pelo ópio: o protagonista imagina que matou a sua amada e que marcha para o patíbulo, onde assiste à sua própria morte na guilhotina. No final, a visão transforma-se num tempestuoso sabbath de bruxas, em que o motivo da “ideia fixa” se confunde com o dies irae da missa de defuntos.
Orquestra de Cleveland Maestro Lorin Maazel .
La Marseillaise
Allons enfants de la Patrie Le jour de gloire est arrivé Contre nous de la tyrannie L'étendard sanglant est levé (bis) Entendez vous dans les campagnes mugir ces féroces soldats Ils viennent jusque dans vos bras, égorger vos fils, vos compagnes Aux armes citoyens ! Formez vos bataillons ! Marchons, marchons, qu'un sang impur abreuve nos sillons
Que veut cette horde d'esclaves De traîtres, de Rois conjurés ? Pour qui ces ignobles entraves, Ces fers dès longtemps préparés ? (bis) Français ! pour nous, ah ! quel outrage ! Quels transports il doit exciter ! C'est nous qu'on ose méditer De rendre à I 'antique esclavage !
Quoi ! des cohortes étrangères Feraient la loi dans nos foyers ! Quoi ! ces phalanges mercenaires Terrasseraient nos fiers guerriers (bis) Grand Dieu ! par des mains enchaînées Nos fronts sous le joug se ploieraient De viIs despotes deviendraient Les maîtres de nos destinées !
Tremblez, tyrans ! et vous, perfides, L'opprobe de tous les partis, Tremblez ! vos projets parricides Vont enfin recevoir leur prix (bis). Tout est soldat pour vous combattre, S'ils tombent, nos jeunes héros, La terre en produit de nouveaux Contre vous tout prêts à se battre
Français ! en guerriers magnanimes Portez ou retenez vos coups. Epargnez ces tristes victimes A regret s'armant contre nous (bis). Mais le despote sanguinaire, Mais les complices de Bouillé, Tous ces tigres qui sans pitié Déchirent le sein de leur mère
Nous entrerons dans la carrière, Quand nos aînés n'y seront plus Nous y trouverons leur poussière Et les traces de leurs vertus. (bis) Bien moins jaloux de leur survivre Que de partager leur cercueil, Nous aurons le sublime orgueil De les venger ou de les suivre.
Amour sacré de la Patrie Conduis, soutiens nos bras vengeurs ! Liberté, Liberté chérie ! Combats avec tes défenseurs (bis). Sous nos drapeaux, que la victoire Accoure à tes mâles accents, Que tes ennemis expirant Voient ton triomphe et notre gloire
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AMANHÃ
Johannes Brahms - Concerto em ré maior para violino e orquestra, op. 77