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Concerto PmqP

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CONCERTOS PmqP
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22.Nov.2007
Concerto de Santa Cecília
Academia de Música do Fundão.

Fundão, dia da Padroeira da Música. A Academia de Música e Dança do Fundão fez o concerto da efeméride com um programa diferente e arriscado: alunos de diversos instrumentos e de todas as idades. Desde os 7 anos de Margarida Pacheco aos 20 de Tiago Gamboa, estiveram o violino, o piano, a guitarra, o clarinete e a música de câmara. De Beethoven e Chopin, a António Fragoso e Manuel Ivo Cruz.
O resultado foi um agradável sarau e a demonstração da notável qualidade do ensino da escola.

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O concerto teve lugar no auditório do espaço municipal “Moagem – Cidade do Engenho e das Artes”, o melhor que o Município tem, apesar da falta de condições do espaço (no essencial destinado a cinema) para a boa prática das artes de palco e a boa audição de música, já que a construção ignorou o mais elementar requisito técnico: o palco não tem sequer concha acústica. Apesar disso, a atenção e o gosto do público puderam apreciar uma dezena e meia de peças musicais bem escolhidas e bem interpretadas.
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Todos os alunos em concerto – todos sem excepção – mereciam ter reproduzidas aqui as suas interpretações. Com a preciosa ajuda dos excelentes microfones da Rádio Cova da Beira, captámos o som possível. As peças que adiante reproduzimos são aquelas cujo registo sonoro pôde ser feito com a qualidade que a seriedade dos professores e o rigor dos intérpretes mereciam.
Parabéns à Academia, aos seus alunos e aos seus professores.
Bravo, Bravo!
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ARTISTAS EM CONCERTO:
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Margarida Pacheco (violino) - 7 anos, Alpedrinha - Prof. Alexandre Correia
Catarina Silva (piano) - 12 anos, Fundão - Prof. Catarina Melro
Ana Jorge Martins (saxofone) - 13 anos, Fundão - Prof. Paula Pinto
Mariana Godinho (piano) - 14 anos, Fundão - Prof. Olga Silva
Rafael Borrego (violino) - 10 anos, Benquerença - Prof. Alexandre Correia
Lucas Teodózio (piano) - 17 anos, Brasil - Prof. Tamara Antontseva
Alexandre Pereira (guitarra) - 13 anos, Fundão - Prof. Pedro Rufino
Carolina Rodrigues (piano) - 13 anos, Tortosendo - Prof. Nataliya Unru
Xavier Canavilhas (piano) - 12 anos, Covilhã - Prof. Olga Silva
Tiago Gamboa (clarinete) - 20 anos, Peroviseu - Prof. David Machado
Miguel Salvado (guitarra - em trio) - 16 anos, Fundão - Prof. Pedro Rufino
Alexandre Nobre (guitarra - em trio) - 15 anos, Fundão - Prof. Pedro Rufino
João Raposo (guitarra - em trio) - 15 anos, Fundão - Prof. Pedro Rufino
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Concerto Santa Cecília

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CONCERTOS PmqP


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22.Nov.2007
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Concerto de Santa Cecília
Academia de Música do Fundão
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Fundão, dia da Padroeira da Música. A Academia de Música e Dança do Fundão fez o concerto da efeméride com um programa diferente e arriscado: alunos de diversos instrumentos e de todas as idades. Desde os 7 anos de Margarida Pacheco aos 20 de Tiago Gamboa, estiveram o violino, o piano, a guitarra, o clarinete e a música de câmara. De Beethoven e Chopin, a António Fragoso e Manuel Ivo Cruz.
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OUVIR AS OBRAS E LER SOBRE O CONCERTO:
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clique aqui
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Kathleen Ferrier (Purcell; Mahler)

8.Out.2007

PURCELL; MAHLER
CANTADOS POR
Kathleen Ferrier
(1912-1953)
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CANÇÕES (5min10)
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Lembramos hoje a cantora inglesa Kathleen Ferrier, falecida faz hoje anos.
Kathleen Mary Ferrier, que nasceu em Blackburn, em 1912, viveu apenas 41 anos, tendo falecido, vitimada por cancro, quando estava no auge da sua carreira.
Deixou a escola aos 14 anos e empregou-se como telefonista. Um dia, o marido (gerente bancário) desafiou-a a concorrer a uma competição de voz e piano da pequena cidade em que viviam. Kathleen concorreu e ganhou – e isso bastou para que fosse descoberta uma voz única.
O casal mudou-se para Londres e Kathleen estudou canto com personalidades grandes da música.
O timbre singular de contralto (que depois se disse ser devido a uma doença na traqueia) fez dela uma excelente intérprete de Mahler, Bach e Handel. Até à sua última performance, em “Orfeu e Eurídice”, de Gluck, em Covent Garden, contracenou com grandes nomes do bel canto e trabalhou com maestros como Barbirolli, Walter e Karajan.
Gravemente doente, quis cantar até ao fim. Em Fevereiro de 1953, subiu ao palco de Covent Garden para repetir o sucesso que tinha conseguido dias antes. Estava a cantar quando um osso de uma das pernas, afectado pelas metásteses cancerosas, se partiu. Saíu em maca e a sua carreira tinha terminado. A vida chegaria ao fim uns meses mais tarde.

* “Sound the Trumpet”, de Henry Purcell
* Canção nº 4 das “Kindertotenlieder”, de Gustav Mahler
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AMANHÃ
Camille Saint-Saens - Introdução e Rondo Capriccioso
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Offenbach - Les Oiseaux...

5.Out.2007

LES OISEAUX DANS LA CHARMILLE
Jacques Offenbach
(1819-1880)
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MÚSICA (5min35)
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No aniversário da sua morte, ocorrida a 5.Out.1880, o Pretérito Mais-Que-Perfeito lembra hoje Jacques Offenbach, compositor e violoncelista, paladino da opereta e percursor do teatro musical moderno.
Jacob Ebert, que na História ficou conhecido pelo nome de Jacques Offenbach, era um alemão (nascido em Colónia) que adoptou Paris como sua cidade. No final da década de 1850 afirmava na capital francesa a sua carreira de compositor e violoncelista. A crítica havia de chamá-lo o "Liszt do violoncello", a par da apresentação de uma série de concertos nas principais capitais europeias, inclusivamente na corte de Londres, onde tocou para a rainha Victoria. Em Paris foi o “rei” dos palcos das ordias burguesas dos tempos do can-can.
A derrota dos franceses na guerra franco-prussiana de 1870 e os incêndios da comuna de Paris colocaram um final na temporada de danças, risos e champanhe. Offenbach sentia um amargo arrependimento por ter desperdiçado o seu talento a compor músicas populares e de gosto duvidoso. Atraído pelas histórias fantásticas do escritor alemão Ernst Hoffmann, lançou-se no empreendimento de compor uma ópera séria, que ficasse para a posteridade. Assim nasceu a sua obra-prima: Os Contos de Hoffmann
Quando morreu em Paris, a 5 de Outubro de 1880, Offenbach tinha pronta a sua grande ópera. Mas já não assistiu à estreia dessa sua criação, que seria o maior evento da época.
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"Les Oiseaux Dans La Charmille" de "Os contos de Hoffmann"
soprano Natalie Dessay

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AMANHÃ
Verdi - Mario Lanza - Yo-Yo Ma
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Glenn Gould toca J.S.Bach

4.Out.2007

J. S. BACH
POR
Glenn Gould
(1932-1982)
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MÚSICA (3min23)
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Faz hoje 25 anos que morreu Glenn Gould – um homem estranho; um pianista genial.
Glenn Gould morreu poucos dias após ter completado 50 anos, já que que nascera a 25.Set.1932, em Toronto.
Nasceu com o nome de Glenn Herbert Gold, mas este último apelido de família foi mudado logo após o nascimento: a família, que era protestante, receou que o apelido suscitasse a confusão de que ele fosse judeu – e o Canadá vivia então uma intolerante onda de anti-semitismo. Gold passou a ser Gould.
À parte isso, as referências de família eram, musicalmente falando, as melhores: a mãe era sobrinha-neta de Edvard Grieg – e, por questão genética ou não, uma razoável pianista. Foi ela que ensinou as primeiras notas ao filho e o levou até ao Conservatório quando ele tinha apenas 10 anos.
Soube-se que desde a infância Glenn Gould padecia de uma forma ténue de autismo – o que explica algumas das excentricidades que se lhe conheceram como músico, muito mais do que aquela pequena cadeira em que se sentou ao piano a vida inteira e o trautear da voz que sempre acompanhava as notas tocadas no piano…
Talvez essa tenha sido a razão de tão pouca gente ter tido o privilégio de ver Glenn Gould em concerto. A partir de 1964 dedicou-se a gravar em estúdio e em televisão, praticamente em exclusividade (só uma por outra vez, em ocasiões especiais, deu concertos em público). Mesmo assim, teve actividade intensa em estúdio, na televisão, na escrita, em documentários e na composição (embora a sua obra de compositor seja exígua)
O bastante para que, quando morreu com apenas 50 anos, ficar como uma lenda da música do séc.XX, especialmente pelas suas gravações de J.S. Bach e muito em particular pela singular leitura que fez das Variações Goldberg.
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2º andamento (Largo) do Concerto para piano nº 5, BWV 1056, em fá menor, de J.S. Bach
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AMANHÃ
Jacques Offenbach - Os Contos de Hoffmann
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Carl Nielsen - Sinfonia #5

3.Out.2007

SINFONIA #5
Carl Nielsen
(1865-1931)
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MÚSICA (6min22)
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O Pretérito Mais-Que-Perfeito lembra hoje Carl Nielsen – que morreu a 3 de Outubro de 1931.

Carl Nielsen nasceu numa aldeia perto de Odense e viveu entre 1865 e 1931.
Filho de uma família pobre, conseguiu estudar violino e piano no Conservatório de Copenhaga e aprendeu também a tocar diversos instrumentos de sopro numa banda militar. Nunca teve aulas de composição.
Apesar disso, começou a compor. Em 1894 estreou a sua primeira sinfonia, sem êxito digno de nota – mas 2 anos depois a mesma obra foi apresentada em Berlim e teve enorme sucesso
Mesmo assim, a sua carreira continuou quase limitada aos concertos como violinista no Teatro Real de Copenhaga.
Só em 1905 conseguiu editor para as suas composições. Depois, as suas seis sinfonias, além de diversas obras de câmara (principalmente para instrumentos de sopro) fizeram dele o mais célebre compositor dinamarquês.

Final da Sinfonia nº 5
Orquestra Sinfónica de San Francisco / Maestro Herbert Blomstedt
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AMANHÃ
Glenn Gould toca J.S. Bach
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Heifetz toca Max Bruch

2.Out.2007

FANTASIA ESCOCESA #4
Max Bruch
(1838-1920)
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MÚSICA (6min53)
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Faz hoje anos que morreu o compositor e maestro alemão Max Bruch – a quem, a propósito, dedicamos o programa de hoje.

Max Bruch, que nasceu na cidade alemã de Colónia, viveu entre 1838 e 1920 – portanto no período romântico.
A mãe era soprano, o que facilitou a educação musical de um talento que não tardou a revelar-se: aos 11 anos já tinha composto diversas obras e aos 16 apresentou a sua primeira sinfonia e um quarteto para cordas, que lhe valeu um prémio da Fundação Mozart de Frankfurt e uma bolsa de estudos.
Depois de estudar em Frankfurt e Leipzig, fez numerosas viagens por diversos paises da Europa, enquanto maestro.

Foi director de várias orquestras importantes e da Escola de Composição de Berlim – e recebeu o título de doutor honoris causa das universidades de Cambridge e Berlim.
No final da vida, renunciou a todos os cargos e funções, para se dedicar exclusivamente à composição. O seu majestoso Concerto nº1 para Violino é talvez o seu ex-libris, a par das Variações Kol Nidrei, a que a violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia deu enorme projecção. Talvez, no entanto, não tão populares como esta “Fantasia Escocesa”.

"Fantasia Escocesa nº4", para Violino e Orquestra
A interpretação foi do lendário violinista Jascha Heifetz
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AMANHÃ
Carl Nielsen - Sinfonia # 5
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Paul Dukas - Villanelle

1.Out.2007

VILLANELLE PARA TROMPA E PIANO
Paul Dukas
(1865-1935)
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MÚSICA (6min14)
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Paul Dukas nasceu em Paris no dia 1.Out.1865 e viveu até 1935.
Estudou música, mas deixou o Conservatório para se dedicar à crítica musical e à composição. Ficou, de resto, conhecido pelo seu perfeccionismo, que o levou a destruir muitas das suas partituras nos anos 20, numa fase já avançada da sua carreira. Dessa destruição salvaram-se uma sinfonia e uma ópera, para além de peças de menor dimensão – orquestrais, vocais e para piano

Tendo sido um professor muito respeitado e um excelente orquestrador na sua época, veio a ser muito popularizado pela utilização da sua abertura “O Aprendiz de Feiticeiro” no filme “Fantasia”, best seller das produções Walt Disney.

Vilanelle para Trompa e Piano
trompista Dennis Brain / pianista Gerald Moore
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AMANHÃ
Jacques Offenbach - Os Contos de Hoffmann
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Horowitz toca Brahms

29.Set.2007

Horowitz
TOCA
BRAHMS
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SOM DO PROGRAMA
(CONCERTO INTEGRAL)

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Concerto # 2 para Piano e Orquestra
ANDAMENTOS:

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VLADIMIR HOROWITZ
(1903-1989)

Homenageamos hoje um pianista excepcional. Entre os críticos, alguns dizem que foi o mais virtuoso de todos os tempos – e todos estão de acordo em que ele tinha não só uma técnica excepcional, mas também um caráter pianístico deslumbrante… para já não falarmos da sua personalidade fora do vulgar e das curiosidades incríveis que emolduram a história da sua vida.
Vladimir Horowitz morreu há uns anos apenas – e os amantes da música lembram-se de o ver (principalmente através da televisão) fazer do piano um instrumento sublime, já com os seus bonitos oitenta e muitos anos de idade. Os braços caindo à vontade, as mãos repousando sobre as teclas do piano – tudo muito diferente da posição hirta e severa dos grandes pianistas. Mas se o final da sua vida está bem claro na memória de meio mundo, já o caminho que fez até chegar à velhice é cheio de singularidades e até estranhezas…

Horowitz nasceu no dia 1 de Outubro, isso parece certo. Em que ano? – já é mais problemático… No seu país, a Ucrânia, tinha-se como certo que o nascimento tivesse ocorrido em 1904 – mas o pai deixou um dia escapar que afinal tinha sido em 1903… tinha falsificado a idade dele, para o livrar de cumprir o serviço militar e assim poupar as suas especialíssimas mãos. Aqui entre nós, fez muito bem..
Aos 16 anos, o jovem Vladimir Horowitz tinha o Conservatório feito e, para o exame de aferição, tocou nada mais nada menos que o Concerto nº 3 de Rachmaninov – “simplesmente” a obra que muitos consideram a mais difícil que existe para tocar no piano e que muitos chegaram a dizer impossível de ser tocada. Em 1932 tocou pela primeira vez com o maestro Arturo Toscanini, apresentando o Concerto nº5 para Piano, de Beethoven.
Maestro e pianista parecem ter ficado maravilhados um com o outro. No ano seguinte, casou com Wanda, filha de Toscanni. Casamento curioso: ele judeu e ela católica… sem problema, porque nenhum dos dois era devoto. O pior era que ele não sabia falar o italiano dela e ela nada percebia da língua russa dele. Passaram a comunicar-se em francês – e a filha, Sonia Toscanini Horowitz, teve de crescer falando russo, italiano e francês.
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Não é Rachmaninov, nem Beethoven – é Brahms que estamos a ouvir. Concerto nº 2 em Si bemol Maior, op.83. Estamos no 2º andamento, um allegro apassionato, depois do 1º, allegro non troppo.
Uma grande obra, das muitas que Horowitz tocou na perfeição.
Mas houve muito boa gente que disse que o seu estilo era demasiado livre… que não respeitava a linha original dos compositores que interpretava.
Nada disso: Horowitz era, ao piano, simplesmente… Horowitz. O que saía das suas mãos era a sua leitura das partituras. Algo que só os gigantes podem dar-se ao luxo de fazer. Isso, e as transcrições espectaculares de grandes obras; as mais famosas foram as das Rapsódias Húngaras de Liszt. Diz-se que as suas transcrições das Rapsódias nºs 2 e 6 só ele próprio foi capaz de as tocar.
Mas houve mais: as Variações sobre “Carmen”, de Bizet e a marcha “The Stars and Stripes Forever”, de John Philip Sousa. Mas também Schumann, Scriabin, Chopin e Schubert.
Tudo com uma dinâmica tal (fortíssimos esmagadores, seguidos de repentina delicadeza) que ninguém diria o pavor que ele sentia ao subir a um palco.
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Durante muitos anos, Horowitz detestou o palco. Tanto, que várias vezes se retirou da carreira de concertista em público. Passava anos sem aparecer às plateias… e diz-se que algumas vezes, na hora de entrar no palco, tiveram de o empurrar. Como quase todos os espíritos geniais, era modesto e muito exigente consigo mesmo.
Felizmente, havia a possibilidade de fazer programas em televisão – e já antes disso havia as gravações em disco.
Começou a gravar em 1928, quando fazer discos ainda parecia uma arte d outro mundo. Durante a sua longa vida, gravou para as maiores etiquetas e um extraordinário número de obras. A partir de 1985, a Deutsche Grammophon produziu fantásticas gravações de programas televisivos e de espectáculos ao vivo. Nos últimos anos da sua vida foram feitos quatro grandes documentários em que o brilho era tão somente o da magia de um octogenário para quem o piano parecia um maravilhoso brinquedo.
Dominava a técnica das oitavas como ninguém. Conseguia tocar escalas precisas em oitavas extraordinariamente rápidas. As mãos tinham os dedos esticados e o dedo mindinho da mão direita estava sempre enrolado, preparado para a qualquer momento assaltar uma nota. Comparavam-no a uma cobra à espera de surpreender a vítima… Apesar disso, estava sempre muito tranquilo, de corpo descontraído mas imóvel, de rosto imperturbável, serenamente concentrado no piano.
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Concerto nº 2 em Si bemol Maior, op.83
Orquestra Sinfónica da NBC / Maestro Arturo Toscanini



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Placido Domingo - Ave Maria

28.Set.2007

Placido Domingo
AVE MARIA
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SOM DO PROGRAMA (5min29)
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Falamos hoje de um "gigante" da música erudita do nosso tempo – um homem com uma carreira tal que para enumerarmos todos os seus prémios, distinções e sucessos precisaríamos de ocupar, só para isso, mais de um programa inteiro. Aplaudimos hoje Placido Domingo.

José Plácido Domingo Embil nasceu a 21.Jan.1941, em Madrid. A partir dos 8 anos passou a residir e estudar na cidade do México, para onde se mudou a família. Uma família, diga-se, de gente ligada à música e em particular ao canto. Os pais eram ambos cantores de Zarzuelas e ele próprio viria a casar com a soprano Marta Ornelas, que conheceu no Conservatório.
Placido, a quem desde criança a família chamava "El Granado", por cantar desde muito pequeno a famosa canção "Granada", começou a sua carreira como barítono e mesmo depois de se revelar um grande tenor fez também coros e gravações com cantores rock. Curiosa, para quem é um dos maiores nomes da ópera do séc. XX, esta versatilidade de um homem que, tendo também participado em filmes e festivais, foi ainda, imagine-se... jogador de futebol (tal como o seu colega e amigo Luciano Pavarotti, falecido há dias.
Isto, para não falarmos do importante trabalho que fez como director de orquestra, em que trabalhou, por exemplo, com Herbert von Karajan, Zubin Mehta e James Levine...
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Mas o nome de Placido Domingo é sobretudo (e será para sempre) o de um dos mais extraordinários cantores de ópera. Muito popular desde o grupo dos "3 tenores" que formou com Pavarotti e José Carreras, Placido vale por si mesmo, pelos mais de 90 personagens que interpretou em todas as maiores casas de ópera do mundo.

Em 19.Set.1985 o maior terremoto na história do México devastou toda a capital do país. Plácido, que na tragédia perdeu vários familiares chegados, não quis saber da sua condição de super-estrela e interveio pessoalmente nos trabalhos de resgate. No ano seguinte deu vários concertos de beneficência a favor das vítimas.
Já na década de 1990, o mundo da Música ficou chocado com a situação de José Carreras, que, a braços com um cancro, tinha gasto toda a sua fortuna na luta contra a doença. Placido Domingo, de quem diziam ser grande rival de Carreras, constituiu uma fundação de solidariedade com o tenor catalão. Com discrição e modéstia, limitou-se a dizer: "Uma voz como a dele não pode perder-se"
Placido Domingo: um grande homem, um enorme tenor, que por 21 vezes abriu a temporada da grande "catedral" americana da ópera, o Metropolitan de Nova Iorque, superando o record de Enrico Caruso.
A estreia no Metroplotan foi a 28.Set.1968. Faz hoje 39 anos.
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Ave Maria, de Franz Schubert
Plácido Domingo / Pequenos Cantores de Viena / Orquestra Filarmónica de Viena
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AMANHÃ
Vladimir Horowitz toca Brahms (Concerto # 2, em si bemol maior, op. 83, para piano e orquesta)
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Igor Kipnis toca Bach

27.Set.2007

VARIAÇÕES GOLDBERG
POR
Igor Kipnis
(1930-2002)
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VARIAÇÃO 25 (3min58)
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Passa hoje o 77º aniversário do nascimento de Igor Kipnis, um dos mais notáveis cultores, do séc. XX, da arte de um raro mas importante instrumento: o cravo.
Igor Kipnis, que nasceu em Berlim, viveu entre 1930 e 2002 – ano em que faleceu em Connecticut, nos Estados Unidos da América.
Foi maestro e exerceu intensa actividade de professor de música – mas notabilizou-se principalmente como cravista.
Kipnis, que trabalhou intensamente também ao piano, deu um importante contributo para reavivar e divulgar a utilização do cravo. Com este instrumento gravou, por exemplo, as impressionantes Variações Goldberg, de Bach.
As variações Goldberg resultaram de uma extraordinária encomenda feita a Johann Sebastian Bach pelo Conde Kaiserling, um aristocrata melómano que sofria de insónias persistentes e pediu a Bach " umas peças para cravo a serem tocadas por Johann Goldberg". Este Johann Goldberg era um jovem de 14 anos protegido do Conde, que tinha começado a sua formação musical em Dresden com o filho mais velho de Bach, Wilhelm Friedemann e que depois foi enviado a Leipzig para aprender com o próprio J. S. Bach.
Por causa do nome do rapaz, a extensa obra ficou conhecida como "Variações Goldberg".

Variação 25, de 'Variações Goldberg' em sol menor, BWV 988
Cravista Igor Kipnis
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AMANHÃ
Plácido Domingo canta Schubert (Ave Maria - c/ Pequenos Cantores de Viena)
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Béla Bartók - Concerto

26.Set.2007

CONCERTO PARA VIOLA E ORQUESTRA
Béla Bartók
(1881-1945)
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MÚSICA (4min29)
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O Pretérito Mais-Que-Perfeito lembra hoje Bela Bartók – a propósito do aniversário da morte do mais célebre compositor húngaro, um dos maiores nomes da música do séc. XX e do estudo da etnomusicologia.

Béla Viktor János Bartók de Szuhafő nasceu numa pequena cidade da Hungria em 1881 e viveu até 1945, ano em que morreu em Nova Iorque, no dia 26 de Setembro.
Considerado o principal representante da modernidade clássica, notabilizou-se tanto como brilhante pianista e professor na Academia de Música de Budapeste como enquanto compositor. Entre muitas obras para diversos instrumentos e orquestra, compôs mais de 150 estudos para piano.
Nas primeiras composições Bartók seguem a tradição do séc. XIX, com progressiva evolução para o impressionismo, principalmente por influência de Claude Débussy. Mas o aspecto central da sua obra e o seu principal legado ficaram a dever-se ao interesse pela música de origem popular, que recolheu e investigou numa série de viagens por diversos paises do sudeste europeu.
Na companhia de Zoltan Kodály, Bela Bartók recolheu milhares de canções ciganas da Roménia, da Sérvia, da Bulgária, da Croácia, da Ucrânia, da Eslováquia e da Turquia, chegando inclusive ao norte da África. A preocupação foi sempre a relação da música zíngara com a Hungria. Tal como em Portugal viria a acontecer com Fernando Lopes Graça, Bartók inspirou-se na melodia de raiz popular para potenciar a composição da chamada música erudita.

3º andamento, Allegro vivace, do Concerto para Viola e Orquestra
violetista Kim Kashkashian
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AMANHÃ
Igor Kipnis toca Variações Goldberg
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Jean-Phillipe Rameau

25.Set.2007

LA POULE / LE RAPPEL DES OISEAUX
Jean-Phillipe Rameau
(1683-1764)
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La PouleLe Rappel des Oiseaux
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Falamos hoje de Jean-Philippe Rameau – um compositor revolucionário e inovador … de há mais de 300 anos. Faz hoje anos que nasceu.
Jean-Philippe Rameau viveu entre 1683 e 1764 – e deixou importantes marcas na sua época e em toda a História da Música, pela profundidade com que estudou a teoria musical, pelas inovações que introduziu na arte da composição e na técnica de tocar o principal instrumento musical da sua época.
Foi um homem culto, profundo e… irreverente. Quando jovem, deu-se mal com o ensino dos jesuítas, de tal modo que o pai viu-se obrigado a enviá-lo para Itália, para estudar música. Não sabia no que se metia…!
Rameau regressou a França tocando violino com uma companhia de comediantes e, envolvido em polémicas filosóficas que tinham por protagonistas homens como Voltaire e Rousseau, enfrentou os conservadores da corte do rei-sol Luis XIV. Custou-lhe caro, porque foi atacado e escarnecido – mas a História deu-lhe razão: O “Tratado da Harmonia”, que escreveu em 1722, revelou técnicas e segredos harmónicos na arte de compor e compreender a música, que ficaram a ser e são hoje ainda do mais importante que se conhece na matéria.

Com o regresso de Itália, Jean-Philippe Rameau originou profundas mudanças na música francesa. Ao contrário dos seus antecessores, considerou a composição para igreja uma obrigação fastidiosa. A forma francesa da suíte de danças foi abandonada em proveito de uma forma aparentada com o concerto italiano em 3 movimentos. Pela primeira vez o cravo não é nem um contínuo, nem um instrumento polifónico, com em J.S.Bach, mas um instrumento de solo virtuoso. As peças de Rameau anunciam já Haydn e Mozart…

“La Poule” / pianista Edgar Fruitier
“Le Rappel des Oiseaux” / cravista Gustav Leonhardt
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AMANHÃ
Béla Bartók - Concerto para Viola e Orquestra
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Bellini - Norma (Casta Diva)


23.Set.2007

CASTA DIVA (NORMA)
Vincenzo Bellini
(1801-1835)
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MÚSICA - Maria Callas(5min38)
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Vincenzo Bellini (cujo nome completo era Vincenzo Salvatore Carmelo Francesco Bellini) nasceu em Catania, na Sicília, em 1801 e viveu apenas 34 anos. O suficiente para ficar na História como um dos mais importantes compositores da ópera do sèc. XIX.
A par de “La Sonnambula” e “Os Puritanos” (verdadeiras obras-primas), a ópera “Norma” imortalizou Bellini, pela beleza das suas arias, mas também pela dificuldade que representa ara qualquer intérprete.
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“Norma” continua a ser um cartão de visita no repertório de todas as grandes intérpretes da ópera. A aria “Casta Diva”, do 1º acto, é de um primor técnico tal que Bellini teve que alterá-la 6 vezes para que a soprano que a cantou na estreia se sentisse à vontade em palco. E conta-se que a brilhante soprano alemã Lilli Lehmann, na hora em que morreu proferiu esta última palavra: “Norma”. Tinha cantado a obra, pela última vez, 20 anos antes…

* aria “Casta Diva”, da ópera “Norma”, de Vicenzo Bellini
* interpretação de Maria Callas
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AMANHÃ
Jean-Phillipe Rameau - Le Rappel des Oiseaux
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A.Bocelli; Isaac Stern

22.Set.2007
Andrea Bocelli
CIELO E MAR (La Gioconda, A. Ponchielli)
O SOAVE FANCIULA (La Bohème, G. Puccini)
Cielo e MarO Soave Fanciula
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Isaac Stern
CONCERTO VIOLINO E ORQUESTRA
(Op.35, em Ré M.,Tchaikovsky)
1º Andamento (extr.)3º Andamento (finale)

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Começou o Outono, estação paradoxal para os artistas, época de inspiração e melancolia. Talvez por isso – ou também por isso – o Pretérito Mais-Que-Perfeito evoca nesta sua edição semanal um nascimento e uma morte – certo que se trata de duas grandes almas de músicos: O tenor Andrea Bocelli e o violinista Isaac Stern.

Andrea Bocelli — que nasceu em 22.Set.1958 e completa hoje 49 anos, portanto – é um dos tenores vivos que goza de maior popularidade, sobretudo porque tem sido eclético na escolha de um repertório que vai da ópera à música ligeira e “pop”. Gravou La Bohème, O Trovador, Werther e Tosca, mas também concorreu mais de uma vez – e ganhou – o Festival de San Remo, como igualmente tem participado em concertos destinados a auditórios vastos, sobretudo com fins beneficentes.
Bocelli nasceu com glaucoma congénito e ficou completamente cego quando tinha doze anos por causa de uma pancada que sofreu na cabeça quando jogava futebol. Nesse mesmo ano, tinha ganho o prémio Margheritta d’Oro e a cegueira não o fez desfalecer. Formou-se em Direito, trabalhou como advogado e continuou sempre a dedicar-se à música. Frequentou master classes com o tenor Franco Corelli e facilmente revelou os seus extraordinários dotes vocais na ópera.

Andrea Bocelli — que acabámos de ouvir cantar a aria "Cielo e Mar" da ópera de Ponchieli "La Gioconda" – tem hoje um mediatismo incomparável, principalmente graças à atenção que as televisões de todo mundo dão (muito justamente, de resto) à sua dedicação a causas de beneficência e à disponibilidade para aparecer em palco ao lado de toda a espécie de artistas, com todos emparceirando de igual para igual.
Em 1992 o ídolo de rock italiano Zucchero ensaiou a voz de Bocelli para fazer um duo com ele na canção “Miserere”. A gravação acabou por ser feita com Pavarotti. Mas quando ouviu as gravações de teste, o próprio Pavarotti entendeu que a voz de Andrea Bocelli era mais adequada para a interpretação…

Passa hoje, também, o aniversário da morte do violinista Isaac Stern, violinista americano por naturalização (nasceu na Bielorrússia), falecido a 22.Set.2001. Ficou na História da Música como um dos maiores violinistas do séc. XX e de sempre.
Virtuoso deslumbrante, trabalhador incansável da arte do violino, Isaac Stern emprestou a sua técnica e sensibilidade musical incomparáveis a quase todos os grandes compositores da grande música. Gravou ao todo, mais de cem discos.
Mas além de extraordinário violinista, Isaac Stern foi também um cidadão de elevado sentido humanista: Ficou célebre a sua recusa de tocar com o maestro Herbert von Karajan, em virtude da simpatia nazi do célebre regente da Filarmónica de Berlim, um maestro com quem qualquer músico pagaria para tocar.

"Cielo e Mar" da ópera de Ponchieli "La Gioconda"
“O Soave Fanciula”, da ópera “La Bohème”, de G. Puccini
Isaac Stern – Concerto para Violino e Orquestra, em Ré M., op.35, de Tchaikovsky

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G. Holst - Suite Banda Militar

21.Set.2007
2ª SUITE (MARCHA)
Gustav Holst

(1874-1934)
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O Pretérito Mais-Que-Perfeito lembra hoje Gustav Holst – no aniversário de nascimento deste compositor.

Gustav Holst nasceu em Cheltenham (Inglaterra), a 21.Set.1874. Viveu até 1934.
Desde criança, respirou música no ambiente da família, sobretudo por influência do pai, que era professor de música e de quem se diz que dava mais atenção ao seu piano do que à família.
Apesar de padecer de anemia grave e de deficiente visão, Gustav leu o Tratado de Instrumentação, de Berlioz, antes de ter completado 13 anos.
Depois, foi aluno de Stanford no Colégio Real de Música e conheceu Ralph Vaughan Williams, de quem se tornou grande amigo.

Gustav Holst dedicou-se principalmente ao ensino da música e dizia que o sucesso da sua obra-prima, a Suite “Os Planetas”, o tinha apanhado de surpresa quando já não esperava ser conhecido.
A despeito desta humildade, deixou uma obra cheia de originalidade, condicente com a sua forte personalidade e o seu espírito curioso, que o levou a interessar-se pelas culturas orientais e a transpor essa influência para a sua música.

Marcha da 'Segunda Suite em Fá Maior para Banda Militar'
A interpretação foi da Banda da Força Aérea dos Estados Unidos
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AMANHÃ
Andrea Bocelli canta Ponchielli e Puccini
Isaac Stern toca Tchaikowsky
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A.Benjamin - Jamaican Rumba

18.Set.2007

JAMAICAN RUMBA
Arthur Benjamin
(1893 - 1960)

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Comemoramos hoje o aniversário do compositor Arthur Benjamin, nascido a 18.Set.1893.

Arthur Benjamin, australiano de nascimento, fixou-se e fez carreira em Londres, onde se notabilizou como professor, compositor e pianista.
Deixou obra no Royal Colledge of Music, onde passaram pelas suas mãos alunos tão célebres como, por exemplo Benjamin Britten, que viria a ser também um ícone da música e do seu ensino, entre os ingleses.

Compositor de uma obra vasta e musicalmente atractiva – a sua célebre Sinfonia nº 1 e outras obras orquestrais – Benjamin tornou-se famoso, sobretudo, pela sua Jamaican Rumba, de que faz parte o popular Concerto para Oboé, inspirado no compositor oitocentista italiano Cimarosa e muito tocado em clarinete.

* clarinetista Murray Khouri, com a pianista Rosemary Bar
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AMANHÃ
Johannes Brahms - Sonata Op. 120, nº 2, para clarinete e piano
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Shostakovich - Suite Jazz #2

12.Set.2007

SUITE DE JAZZ #2 - VALSA
Dmitri Shostakovich
(1906-1975)
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MÚSICA (3min41)

(a toque de jazz e em passo de valsa)
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Comemora-se hoje o 101º aniversário do compositor russo Dmitri Shostakovitch.
Shostakovitch nasceu em São Petersburgo a 12 de Setembro de 1906, tendo vindo a morrer em Moscovo, em 1975. Estudou piano e composição, desde os 13 anos, no Conservatório de São Petersburgo e como compositor, trabalhou oficialmente para o regime da União Soviética, logo desde o grande êxito que teve a sua 1ª Sinfonia, que compôs em 1926. No final da vida, porém, foi um músico quase ignorado no seu país.

Compôs quinze sinfonias, tornando-se um dos maiores compositores do género do século XX. Também escreveu uma suite para orquestra de jazz, dois concertos para piano e orquestra, concertos para violino e violoncelo e diversos quartetos de cordas, além de duas óperas e obras para piano solo.
A sua música é envolvente e usa frequentemente temas militares, comuns ao ambiente que o seu país viveu na época.

* Valsa da Suite de Jazz no.2
* Royal Concertgebouw Orchestra
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AMANHÃ
Alexis Chabrier - España
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Purcell - Quenn Mary; King Arthur

10.Set.2007

QUEEN MARY... / KING ARTHUR
Henry Purcell
(1659-1695)

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Ao que se sabe, faz hoje anos – convenhamos que já são muitos – que nasceu um importante compositor do barroco inglês.

Henry Purcell nasceu, segundo se pensa, no dia 10 de Setembro de 1659 e viveu até 1695. Londres foi a cidade em que nasceu e morreu este compositor e autor de obras didáticas, que na sua época foi e ainda hoje é famoso pelas suas Lições para Cravo.
Como compositor, deixou um grande número de Odes, Hinos, composições religiosas, sonatas e fantasias para viola de arco.

Célebre também pelas óperas “Dido e Eneias” e “A Tempestade”, Purcell é um compositor muito escolhido pelas principais orquestras de câmara e grupos de metais da música barroca.
É esse o caso das duas breves peças que escolhemos para este programa: A Música Fúnebre para a Rainha D. Maria; e a Abertura de “O Rei Artur”.

* Música Fúnebre para a Rainha D. Maria / Grupo de Metais do Barroco de Londres
* Abertura de “O Rei Artur” / English Baroque Soloists, maestro John Eliot Gardiner
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AMANHÃ
François Couperin - L'Apotheose de Lully
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J. Christian Bach - Concerto Viola

5.Set.2007

CONCERTO PARA VIOLA
Johann Christian Bach
(1735-1782)

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Comemoramos hoje o nascimento de um músico de quem bem podemos dizer que era de boa família.
Johann Christian Bach foi o 11º filho de Anna Magdalena Wülken, ou seja, o mais novo dos 20 filhos de Johann Sebastian Bach.
Nasceu em Leipzig, no dia 5.Set.1735 e aprendeu música com o pai – e diz-se que foi para melhor o ensinar que Johann Sebastian escreveu o Livro II da sua famosa obra O Cravo Bem Temperado.
Após a morte do pai, Johann Christian continuou os estudos de música com seu meio irmão Carl Philipp Emanuel Bach, outro famoso compositor.
Graças ao irmão, de resto, terá Johann Cristian conhecido Mozart, com quem conviveu e fez estreita amizade em Londres.
Diga-se que foi na capital inglesa que Johann Christian Bach desenvolveu a maior parte da sua obra e passou quase toda a sua vida. Daí ser frequentemente denominado “o Bach inglês”.
Em Inglaterra, de resto, foi designado Mestre de Música da rainha e os seus deveres incluíam ministrar aulas de música a ela e a seus filhos e acompanhar o Rei Jorge III ao piano, enquanto o rei tocava flauta.
Foi o único dos filhos de J. S. Bach a escrever óperas em italiano, tendo começado com arias inseridas em óperas de outros autores, prática conhecida como pasticci, mas conseguindo muito público e muito sucesso com as suas obras dramáticas, mormente no King’s Theatre.
Apesar desse sucesso e das dezenas de sinfonias que escreveu, Johann Christian Bach faleceu pobre, no primeiro dia de 1782 e foi enterrado numa sepultura para indigentes, não identificada, na Igreja St Pancras Old. Ao registarem o seu óbito, os ingleses referenciaram-no como Johann Christian Back.

3º andamento do Concerto para Viola de Arco em Dó menor
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AMANHÃ
Anton Diabelli - Sonata em Lá Maior
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Pachelbel - Suite

29.Ago.2007

SUITE PARA 2 VIOLINOS E BAIXO CONTÍNUO
Johann Christoph Pachelbel

MÚSICA DO PROGRAMA

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29 de Agosto é data de aniversário do nascimento do compositor Johann Christoph Pachelbel, que viveu na segunda metade do século XVII, mais precisamente entre 1653 e 1706.

Johann Christoph Pachelbel foi um notável compositor para órgão, predominantemente para músicas religiosas da Igreja Protestante alemã, muito influenciadas pelo seu conhecimento em música religiosa Católica, tanto da Áustria, como da Itália. Ocupou vários cargos de organista oficial e os dois filhos que deixou, Wilhelm Hieronymous Pachelbel e Charles Theodore Pachelbel, foram ambos também músicos e organistas.

Johann Christoph Pachelbel ficou célebre, principalmente, pelo seu Canon em Ré Maior, escrito para 3 violinos e violoncelo contínuo, a que já noutra ocasião dedicámos um programa.
Para hoje, escolhemos um excerto de uma outra importante obra do compositor, as 6 Suites para dois violinos e baixo contínuo.

Violinistas -Philipp Naegele e Andras Marton / Violoncelista Dan Lupu / Cravista-Klaus Preis
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AMANHÃ
Samuel Barber - School for Scandal
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Vaughan Williams - Greensleaves


27.Ago.2007

FANTASIA SOBRE "GREENSLEAVES"
Ralph Vaughan Williams
MÚSICA DO PROGRAMA

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Homenageamos hoje o compositor Vaughan Williams, cuja morte ocorreu no dia 26 de Agosto de 1958 – fez ontem 49 anos, portanto.
Ralph Vaughan Williams foi um dos compositores mais significativos da música inglesa durante a primeira metade do séc. XX. Compôs sinfonias, música de câmara, ópera, música coral e banda sonora para filmes. Mas, embora tivesse formação clássica e actividade no domínio da música erudita, teve também grande apreço pela música de raiz popular e dita ligeira, à qual dedicou intensos e aprofundados estudos.
Para além de compositor e musicólogo estudioso, Vaughan Williams foi também pianista e violinista, embora dissesse de si próprio, a propósito dos seus estudos de piano, esta frase que ficou célebre: “o piano, mais valia que nunca o tivesse tocado e o violino foi a minha salvação musical”.
Questão de modéstia, está visto. Dele disse a crítica ser um dos mais característicos representantes da grande música inglesa, a par de Holst, Delius, Butterworth e William Walton. Muitos acharam na música de Williams um certo “sabor a Ravel”, que foi seu mentor durante uma temporada de 1908 em Paris – mas é curioso que ninguém viu nisso imitação e o próprio mestre francês dizia, referindo-se a ele: “foi o único dos meus alunos que não escreveu a minha música”.
A importância e o reconhecimento público da música de Vaughan Williams (que era parente de Charles Darwin) ficou patente nas honras de sepultura na Abadia de Westminster, depois de ser condecorado com a Ordem de Mérito e ter recusado a classe de Cavaleiro e a inerente atribuição do título de Sir.
Preferiu ficar conhecido como apaixonado pela tradição popular. Prova disso é o arranjo orquestral que deu ao tema “Greensleaves”, melodia tradicional que ajudou a tornar imortal também no ambiente da música erudita.
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Orquestra Sinfonia de Londres, sob a direcção de John Barbirolli
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AMANHÃ
Samuel Barber - School for Scandal
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Seixas, Mozart, Bernstein

25.Ago.2007


Seixas, Mozart, Bernstein
free music

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Se outras não houver, damos-lhe três razões para acreditar que a data de 25 de Agosto é uma data significativa na História da Música. Falaremos do nascimento de um dos mais célebres compositores do séc. XX; da morte de um dos mais notáveis músicos portugueses; e da estreia de uma das mais grandiosas partituras jamais escrita.
O nosso programa de hoje será dedicado a Leonard Bernstein, a Carlos Seixas e a Wolfgang Amadeus Mozart.

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CANDIDE / WEST SIDE STORY
Leonard Bernstein
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Comecemos por Bernstein, nascido em Lawrence, perto de Boston, faz hoje 89 anos.
Falamos de um dos mais versáteis e célebres músicos do nosso tempo, um famoso director de orquestra, que trabalhou como maestro titular da Filarmónica de Nova Iorque e como maestro convidado das mais famosas orquestras do mundo.
Músico de formação clássica e completa, Bernstein escreveu sinfonias, bailados, obras religiosas, duas óperas e, a par dessas criações mais convencionalmente eruditas, numerosas comédias musicais para a Broadway e banda sonora para o cinema.
A obra de Bernstein que tem sido a preferida do público é a abertura Candide. Estreou há precisamente 50 anos: O próprio Bernstein a dirigiu, na estreia em Janeiro de 1957, à frente da Filarmónica de Nova Iorque.
Se a Abertura “Candide”, que acabámos de ouvir, é geralmente tida como o seu ex libris, a verdade é que Leonard Bernstein foi popularizado, sobretudo na década de 1960, por dois eventos mediáticos que protagonizou de forma exemplar:
Um deles foi a apresentação televisiva dos “Concertos para Jovens”, programa em que divulgou a todo o mundo, de forma fácil e acessível, os principais segredos da música.
O outro foi o filme West Side Story, exibido em Portugal com o título “Amor sem Barreiras”, cujas canções o mundo inteiro entoou. “Tonight”, “Somewhere”, “America” e mais meia dúzia de temas musicais do filme viriam, de resto, a ser transformados pelo próprio Bernstein em Danças Sinfónicas que ficaram como obras de valor musical sem prazo de duração.
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MINUETO + TOCATA
Carlos Seixas
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A 25 de Agosto de 1742 morreu em Lisboa Carlos Seixas. Insigne representante da música portuguesa na época barroca, internacionalmente reconhecido, dele se diz ser “o Bach português”.
Carlos Seixas foi um brilhante improvisador e as cerca de 150 composições da sua autoria que chegaram até nós – tocatas, minuetes, fugas, peças religiosas – colocam-no entre os maiores compositores portugueses da História, nomeadamente no domínio da música de teclas.
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MISSA EM DÓ MAIOR
Wolfgang Amadeus Mozart
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No dia 25 de Agosto de 1783 Mozart estreou na Igreja de S. Pedro, em Salzburgo, a sua Missa em Dó Maior K.427.Uma das mais sublimes e grandiosas partituras da História da Música, a Missa em Dó Maior tem, segundo muitos, a envergadura da Missa em si menor de Bach.Na época em que a escreveu, Mozart achara a sua liberdade: casara com Constanze, libertara-se da tutela do pai e dera fim ao acordo que o prendia ao arcebispo de Salzburg. Fixado em Viena desde 1781, Mozart tornou-se autónomo no seio de um novo público. As maiores obras-primas produzidas pelo seu génio são deste decénio, marcado por êxitos e reveses, alegrias e humilhações.A Missa em dó menor foi a primeira peça religiosa que Mozart compôs sem encomenda e a última que escreveu. Só regressaria ao género com o famoso Requiem, em 1791, ou seja, no ano em que morreu.Mesmo na forma incompleta como sobreviveu, a “Grande Missa” brilha pela consistência e coesão de cada uma das suas partes, onde consagração e elevação se reúnem num discurso envolvente, edificando uma peça que nos ergue até à significação mais íntima da obra de arte.
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INTERPRETAÇÕES NO PROGRAMA:
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Leonard Bernstein
- Abertura de 'Candide'..Orquestra Filarmónica de Nova IorqueMaestro-Leonard Bernstein
- "Abertura" e "America" de "Amor sem barreiras"
..Rita Moreno, Richard Beyner

Mozart
- Kyrie, Credo, Sanctus e Benedictus de "Missa em dó maior, K. 427"
..Orquestra Sinfónica de Londres / Maestro-Colin Davis / Coro de John Aldis

Carlos Seixas
- Minueto em fá menor + Tocata em fá menor
..Pianista Maria Izrailevna Grinberg
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PRÓXIMO PROGRAMA
Vaughan Williams - Fantasia sobre Greensleaves
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Richard Yardumian

Agosto/15

aniversário da morte de
Richard Yardumian
(1917-1985)
MÚSICA (3min24)
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Come Creator Spirit - Uma Missa Nova em Inglês (excerto)
Orquestra de Câmara de Filadélfia / maestro Anshel Brusilow
mezzo soprano Lili Chookasian
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A 15.Ago.1985 faleceu o compositor americano Richard Yardumian, que nasceu em 1917.
Morreu no estado americano da Pensilvânia, onde também tinha nascido, embora filho de imigrantes arménios. A sua ascendência terá influenciado aquela que é talvez a sua principal obra: a Suite Arménia.

Yardumian compôs música coral, recitativos, sonatas e concertos para violino. Mas a sua obra mais famosa, pela polémica que causou na conservadora sociedade americana, foi “Vem, Espírito do Criador – Uma Missa Nova em Inglês”.

Rossini - O Turco em Itália

14.Ago.2007

O TURCO EM ITÁLIA
Gioachino Rossini
(1792-1868)
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SOM DO PROGRAMA
(Locução: 1min40 / Música: 4min40)

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Falámos há dias das famosas aberturas de Rossini. A elas voltamos hoje, assinalando o aniversário da estreia da ópera O Turco em Itália no Teatro La Scala de Milão, ocorrida a 14.Ago.1814.

Gioachino Rossini tinha então 22 anos. Nada de admirar, já que dois anos antes tinha já conseguido um grande sucesso, com a apresentação da farsa em um acto “A Escada de Seda”.
Umas décadas depois da sua morte – e não obstante a inegável grandeza de Guilherme Tell, O Barbeiro de Sevilha ou A Pega Ladra – a fama de Rossini viria a decair. A 1ª metade o séc.XX não foi particularmente gloriosa.

Mas a partir de 1960 houve um verdadeiro renascimento rossiniano – e o nome do compositor regressou ao lugar que por mérito lhe é devido.
Quanto às suas famosas aberturas, nem durante os anos de maior esquecimento deixaram de ser apreciadas e reconhecidas, na alternância das introduções moderadas com as brilhantes secções principais.

Orquestra Filarmónica Nacioal, dirigida pelo maestro Ricardo Chailly

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AMANHÃ
Richard Yardumian - Come Creator Spirit
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Mozart - Pequena Serenata

10.Ago.2007

EINE KLEINE NACHTMUSIK
Wolfgang Amadeus Mozart
(1756-1791)
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Faz hoje 120 anos que Mozart terminou a mais popular das suas obras sinfónicas.

Esta obra, que no catálogo do próprio Mozart aparece denominada Eine Kleine Nachtmusik – ou, se fizermos a tradução, Pequena Música de Noite, ou ainda Pequena Serenata – tornou-se logo, mal foi apresentada, a mais popular do compositor.
Ainda hoje parece ser assim, pelo menos no que respeita ao 1º andamento, o Allegro com cuja abertura começámos o programa de hoje. Desde há gerações, esta obra significa algo como “a essência de Mozart”
O motivo da Pequena Serenata quase não se consegue vislumbrar. À qualidade harmónica da composição – máxima mestria, que se manifesta discreta e quase imperceptivelmente – junta-se um encanto melódico muito especial, que eleva a obra àquele plano que só ocupam as peças rara e intemporais.
Ouviremos a seguir o 4º e último andamento, um Rondo, allegro.

Eine Kleine Nachtmusik (Pequena Serenata) em Sol Maior, K.525
Orquestra Filarmónica de Berlim / Herbert von Karajan
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PRÓXIMO PROGRAMA
Jules Massenet - Thais
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