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21 - Francisco Tárrega

Novembro/21

aniversário do nascimento de
Francisco Tárrega
(1852-1909)
MÚSICA (5min04)


“Capricho Árabe”, esta peça aqui interpretada por outro grande nome da guitarra espanhola, Andres Segovia, é uma das 78 obras compostas por Francisco Tarrega para guitarra.
Durante a sua juventude, poucos acreditariam que fosse possível levar tão longe a música para guitarra. Talvez apenas o seu professor de piano no Conservatório de Madrid, que ao ouvi-lo num concerto lhe disse: “A guitarra precisa de ti. Tu nasceste para ela!”
Apesar de na sua época os guitarristas apenas comporem música para o próprio instrumento, Tarrega dedicou-se também à transcrição para a gitarra de obras compostas para outros instrumentos. Transcreveu trabalhos de Schumann, Chopin, Beethoven, Bach e outros. Albéniz chegou a declarar que preferia as versões para guitarra de Tárrega às suas próprias versões originais para piano. E a par das transcrições, variações como “Fantasia sobre temas de La Traviata”.
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Francisco Tárrega nasceu em Villareal a 21 de Novembro de 1852 e viveu até 1909.
Viveu em pleno alto romantismo, quando a guitarra era menorizada na comparação com o piano e a música de ópera. Essa dificuldade e as várias infelicidades que o atingiram enquanto criança e jovem talvez não augurassem a importância que veio a ter como guitarrista e como compositor.
Quando criança, perdeu parcialmente a visão – e foi com o receio da cegueira total que o pai quis que ele aprendesse música, como meio de vir a ganhar a vida no caso de uma fatalidade maior.
Curiosamente, foram dois músicos cegos que o iniciaram na música. Depois dos primeiros passos com um guitarrista popular, “El Ciego de la Marina”, foi enviado para Madrid, onde aprendeu piano com um professor cego. Foi talvez por efeito dessa formação irregular que Tarrega procurou as suas próprias formas de expressão. E foi graças a isso que revolucionou a composição da guitarra e a própria técnica de execução do instrumento. Deu maior importância à utilização do dedo anelar e criou o método de tocar as cordas sem a utilização da unha, preferindo a parte macia do dedo.
A música para guitarra clássica (ou viola dedilhada) mudou radicalmente. O instrumento ganhou uma projecção que não tinha. E muito mais adeptos, mesmo na fronteira com a música popular.
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Tárrega tocado por Narciso Yepes (“Recuerdos de la Alhambra”)
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