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Maria Callas - Tosca

5.Jul.2007

APLAUSO PmqP
Maria Callas
OUVIR O PROGRAMA
(O Mio Bambino Caro / Tosca)

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Este programa é dedicado a um dos ícones do séc.XX – uma mulher que em apenas meia dúzia de anos pôs o mundo inteiro em êxtase. Faz hoje anos que disse adeus ao público, a diva que um dia “morreu” e “ressuscitou”…

No dia 5.Jul.1965, o requintado e exigente palco de Covent Garden, em Londres, assistiu à última actuação da diva das divas: Maria Callas.
A ópera Tosca, de Puccini, foi a última interpretação de uma mulher que não era uma pessoa comum; de uma filha de imigrantes gregos que nasceu em Nova Iorque mas viria a renunciar à cidadania americana; de uma americana “de 2ª” que deixou a América com fome e regressou dominando os públicos por quem foi detestada e idolatrada.
Ánna María Cecilía Sofía Kalogerópoulus nasceu a 2.Dez.1923. Passou a ser Maria Callas em 1929, quando o pai abriu uma farmácia em Manhattan e mudou o apelido da família por motivos comerciais.
Em 1937 os pais separam-se e Maria viaja para a terra dos avós, a Grécia, à procura da subsistência. E é em Atenas que faz o Conservatório e virá a debutar como profissional, em Janeiro de 1941.
A ópera tinha acolhido uma voz que viria a revolucionar as regras de interpretar o canto e deslumbrar o público.
Dona de uma voz que, não sendo de um timbre extraordinário, tinha no entanto uma extensão incomparável, Maria Callas mostrou, em praticamente uma década apenas, que podia interpretar todos os papeis e em todos os estilos do canto. Levou ao nível da perfeição a arte de alterar a “cor” da voz para exprimir as emoções dos personagens e transformou a arte de cantar na magia de pôr em cena a personalidade e a psicologia dos personagens… tudo com a modulação da voz.
Os anos 60 foram épicos e trágicos. A personalidade bipolar fê-la variar entre o conflito aberto e a adoração dos maestros, entre as paixões tórridas de milionários e divórcios litigiosos, entre a apoteose e o colapso nos palcos, entre a paz com a sua rival Renata Tebaldi e o conflito físico entre os fãs de ambas.
Em 1965 decidiu parar de cantar. Uma década mais tarde, em 1974, havia de voltar a fazer uma digressão com o tenor Giuseppe Di Stefano. Mas a voz era uma sombra do que tinha sido. O mito tinha-se desfeito naquela noite de Puccini em Covent Garden, a 5.Jul.1965…
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- AMANHÃ -
Joaquin Rodrigo / Fantasia para un Gentil-Hombre
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