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Carlos Paredes (Homenagem)

23.Jul.2007

HOMENAGEM
Carlos Paredes
toca
Carlos Paredes
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"Quando eu morrer, morre a guitarra também. O meu pai dizia que, quando morresse, queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele. Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.”
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SOM DO PROGRAMA
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free music
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A 23 de Julho de 2004 – faz hoje 3 anos – morreu em Lisboa Carlos Paredes, o mais virtuoso dos guitarristas portugueses.
Tinha 79 anos, o filho do Choupal de Coimbra, mas também filho de Lisboa e do Tejo, a quem chamaram “o homem dos mil dedos”.
Influenciado pela música de câmara da Renascença e pelo fado de Coimbra, Carlos Paredes desenvolveu ao longo dos anos um estilo pessoal que, a partir da tradição e apoiado no vigor de execução, mitificou um instrumento: a guitarra portuguesa.
O bisavô já tocava guitarra. O avô Gonçalo também. E o pai, Artur Paredes, foi um dos mais importantes renovadores da guitarra portuguesa em Coimbra na primeira metade do século.
Neste ambiente cresceu Carlos Paredes, que aos 10 anos estudava violino, mas pela vida fora fez da guitarra portuguesa mais um membro do seu próprio corpo, mais um corpo da portucalidade genuína.
Homem de extrema modéstia, recusou ser profissional da guitarra, dizendo que gostava demasiado da música para viver às custas dela e intitulando-se um simples “músico popular urbano”. Os críticos e especialistas dedicaram-lhe um outro adjectivo: “genial”.
"Quando eu morrer, morre a guitarra também. O meu pai dizia que, quando morresse, queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele. Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.”

Morreu a 23 de Julho de 2004. Mas, como disse Fernando Pessoa, “morrer é apenas deixar de ser visto”.
E a guitarra portuguesa sobrevive. Enquanto Carlos Paredes for ouvido.
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AMANHÃ
Giuseppe di Stefano - Quarteto "Bella Figlia dell'amore" (Rigoletto, Verdi)
com Maria Callas, Tito Gobbi e Adriana Lazzarini Maria Callas
Orquestra e Coro do Teatro La Scala, Maestro Tullio Serafin
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