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26 - Beethoven

Março/26

aniversário da morte de
Ludwig van Beethoven
(1770-1827)

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"Não o percam de vista, um dia há-de dar que falar". Foi o que disse o mestre Haydn quando ouviu a música do jovem de 17 anos. Não teve grande formação musical, foi um homem infeliz, sofreu de surdez desde os 24 anos. Mas quando, velho e completamente surdo, compôs a imortal Ode à Alegria (a sua 9ª Sinfonia), tinha já escrito muitas das maiores obras musicais de que a Humanidade ainda hoje é beneficiária.
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Durante a Segunda Guerra Mundial, os países ocupados pela Alemanha estavam proibidos de ouvir outras rádios a não ser as indicadas pelo III Reich. Todavia, muitas pessoas desafiavam a proibição e ouviam a BBC de Londres, que durante a guerra usou como prefixo as notas iniciais da V Sinfonia de Beethoven, cujas notas - três curtas e uma longa - correspondem à letra "V" - vitória - em código morse. Nesta, como noutras ocasiões, a liberdade foi associada a Beethoven.
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Ludwig Van Beethoven nasceu no dia 17 de Dezembro de 1770, na cidade de Bona, na Alemanha. O seu pai, Johann Van Beethoven, era músico, trabalhando ao serviço do príncipe local. De ascendência holandesa, o músico Johann, que já havia perdido vários filhos, só tinha uma ambição: que seu filho Ludwig fosse um novo Mozart. Desde pequeno fez o filho estudar música, a ponto de fazê-lo negligenciar outros estudos, apenas para poder exibi-lo como um novo prodígio na Europa, tal como Mozart, anos antes. Extravagante, entregue ao álcool, o pai de Ludwig forçava-o a tocar nas horas mais estranhas, muitas vezes tirando o menino da cama de madrugada para praticar piano.
A primeira ocupação oficial de Beethoven foi como assistente de Christian Gottlob Neefe, que era seu professor, desempenhando as funções de organista e tocando na orquestra do príncipe eleitor Maximiliano Francisco. Aos 17 anos viajou para Viena, onde parece ter se encontrado com Mozart, embora não esteja provado que chegou a ter aulas com ele. Embora pretendesse ficar em Viena, a morte da mãe levou-o de volta a Bona.
A família de Beethoven, nessa época, estava em franca decadência. O seu pai, vencido pelo alcoolismo, mantinha-se autoritário, irascível e violento. Os irmãos Karl e Johann, eram pequenos. Ludwig teve que tomar conta deles e, para os poder sustentar, requereu às autoridades metade do salário do pai. Nos anos seguintes Beethoven trabalhou na orquestra do príncipe, escrevendo obras encomendadas pela nobreza local e reforçando, desse modo, os seus vínculos com a aristocracia. Entre os seus amigos estava o conde de Wallenstein, que muito contribuiria para o sucesso de Beethoven.
As suas composições, criadas sem a menor preocupação em respeitar as regras até então seguidas, são aclamadas por todos. Beethoven inaugura a tradição do compositor livre, que escrevia música para si, sem estar vinculado a um príncipe ou nobre. Tudo, em Beethoven, traz a marca da liberdade; era solitário, não tinha vínculos e responsabilidades com ninguém senão consigo mesmo.
Em 1827, no dia 26 de Março, às 17h45, durante uma tempestade, Beethoven morreu, vitimado por cirrose crónica - herdada, talvez, do pai - brandindo a mão fechada contra o céu, num último gesto de rebeldia.
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Uma gravação histórica: 3 "monstros sagrados" como solistas
D. Oistrakh (violino), M. Rostropovich (violoncelo) e S. Richter (piano)
50º aniversário da Orquestra Estatal de Moscovo / maestro K. Kondrashin /Moscovo, 1970)
Triplo Concerto - uma das obras capitais de Beethoven
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