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19 - Dinu Lipatti

Março/19
aniversário do nascimento de
Dinu Lipatti
(1917-1950)
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Um dos mais perfeitos pianistas do século XX
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A 19.Mar.1917 nasceu em Bucareste o extraordinário pianista e compositor Dinu Lipatti.
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Neto do violinista e compositor George Enescu e filho de um violinista e de uma pianista, Dinu Lipatti aliou o extraordinário talento musical ao estudo sério da música e da técnica pianística. Casou com uma notável professora de piano, quando já ele próprio se destacava como intérprete das mais difíceis e finas obras escritas para o instrumento. Quando rebentou a II Guerra Mundial e a Roménia foi ocupada, estava a sua carreira no auge; não parou de dar concertos nos países europeus, mesmo os ocupados pelos nazis, mas em 1943 fixou-se na Suiça, onde em 1947 uma grave doença foi indiferente à sua extraordinária carreira e à sua juventude. Morreu em 1950 em Geneve, aos 33 anos.
Em 1934 – tinha então 17 anos – participou no Concurso Internacional de Piano de Viena; ficou em 2º lugar e o presidente do júri, nada menos que Alfred Cortot, demitiu-se de jurado em sinal de protesto, porque entendia que Lipatti merecia ser o vencedor, apesar da sua jovem idade. Depois disso, estudou em Paris com Nadia Boulanger, Paul Dukas e Charles Münch. Atingiu o mais alto nível da perfeição pianística e fez notáveis gravações em disco, como a do difícil e belíssimo Concerto em Lá m. de Grieg.

Chegou a dizer-se que Dinu Lipatti, apesar da facilidade e do brilho com que interpretou todos os grandes compositores, de Bach a Chopin, nunca gravou Beethoven porque se teria reservado para o fazer numa idade mais “madura”, a que afinal não chegou. A verdade é que ele incluía no seu repertório fixo, desde 1935 pelo menos, obras como a Sonata Waldstein – e em 1940 deu dois concertos com o complexo Concerto nº5 “Imperador”, obra que, de resto, esteve prestes a gravar nos estúdios da EMI em 1949, não se tendo concretizado a gravação por motivo do agravamento da sua doença, já em fase terminal.
O último recital teve lugar em Besançon, a 16.Set.1950. Apesar da gravidade da doença (que 3 meses mais tarde o fez sucumbir) Lipatti apresentou obras das mais difíceis de Bach, Mozart, Schubert e Chopin. Deste, tocou 13 das 14 valsas, tendo excluído a nº2 por estar exausto. A abrir o recital, deu ao público um sinal de que aquela noite era, por todos os motivos, uma noite histórica, com uma magistral interpretação da Partita em si bemol M. BWV 825, de J.S. Bach.

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