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G.Suggia - Aplauso PmqP

27.Jun.2007

APLAUSO PmqP
Guilhermina Suggia

OUVIR O PROGRAMA
(Locução:1min25 / Música:4min15)

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Este é o programa nº 100 do PmqP.
E, nem de propósito, comemora-se hoje uma data muito especial: Faz hoje anos uma mulher que deu a Portugal a glória de um 1º lugar mundial.

Guilhermina Suggia, ainda hoje considerada a maior violoncelista de sempre, pôs “de joelhos” os palcos e a crítica de todo o mundo nas primeiras décadas do séc. XX.
Guilhermina Augusta Xavier de Medim Suggia nasceu em 27 de Junho de 1885, na freguesia de S. Nicolau, no Porto e morreu na noite de 30 de Julho de 1950, na sua casa da Rua da Alegria, 665, também no Porto.
Em criança, tomou a decisão de ser a primeira violoncelista profissional.
Tinha aprendido violoncelo com o pai, mas foi estudar para o mais conceituado conservatório da Europa (Leipzig), com uma bolsa concedida pela Rainha D. Amélia.
Julius Klengel, célebre e exigente Professor, não hesitou em dizer que Guilhermina “cheia de talento, conhecedora de todos os segredos do violoncelo, começa a subir e há-de ir tão alto que ninguém a atingirá”.
Cumpriu-se a profecia do distinto professor. Guilhermina Suggia passou a ser reconhecida como incomparável, adorada como exímia, venerada como sublime na arte do violoncelo.
Aos 13 anos, Guilhermina tinha sido ouvida pelo grande Pablo Casals, que aceitou ser seu professor. Mais tarde Casals e Suggia passam a viver juntos. Reuniam-se como casal os dois expoentes máximos do violoncelo.

Da grande violoncelista portuguesa conhecemos apenas, além dos antigos discos de 78 rotações, uma gravação em CD, actualmente esgotada em Portugal – e que o PmqP já encomendou, para uma próxima oportunidade.
Por hoje, ouvimos interpretações de Pablo Casals, glória do violoncelo e companheiro de arte e da vida de Guilhermina Suggia.
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* Giga, Vivace, da Suite n.1 em Sol M. BWV 1007, de J. S. Bach
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GUILHERMINA SUGGIA NA IMPRENSA DA ÉPOCA
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Daily Telegraph, 23 de Outubro de 1930:
“Mme. Suggia executou a sua parte do Concerto como se toda a literatura da música para violoncelo nunca tivesse sustentado nada tão divino. Ela parecia, igualmente, inspirar a orquestra (Orquestra Sinfónica da BBC, dirigida por Sir Adrian Boult) com o mesmo sentimento”.
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The Times, Janeiro de 1935:
“O Concerto em Ré para Violoncelo e Orquestra de Haydn raramente soou tão belo como nesta ocasião, tocado como foi pelo magnífico virtuosismo e, ao mesmo tempo, pela mais íntima simbiose por Madame Suggia, a ligação entre solo e orquestra foi perfeita”.
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Musical Opinion, Outubro de 1930:
“O mais marcante momento do programa foi a interpretação soberba de Madame Suggia do Concerto em Ré M para Violoncelo e Orquestra de Haydn. Não tinha ouvido tocar assim violoncelo desde que ouvi a última vez Casals; perfeição é a única palavra para isto, dizer mais alguma coisa seria supérfluo”
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The Times, 25 de Março de 1931:
“Grande é Suggia e o seu violoncelo. Suggia, artista incomparável, inimitável mulher-espectáculo. Suggia tomou o violoncelo nos seus braços num poderoso gesto. Ele tornou-se parte dela. Uma viragem da sua cabeça na direcção do maestro e lá vamos nós. O violoncelo responde a todas as suas carícias. Ele acompanha-a à medida que ela oscila de um lado para outro. Ela inclina-se ligeiramente para trás e recupera forças como a prima donna na ópera e exterioriza as mais graves notas com uma profundidade de sentimento harmoniosa, a qual vem directamente do tom de toda a orquestra. (...) Agora ela está a ter e a dar inspiração ao maestro. Olha para ele através do seu instrumento, com admiração e alegria. (...) Nós vemos os executantes de cello na orquestra inclinados para a frente com as cabeças curvadas e expressões tensas, perdidos na admiração desta grande mestre do seu ofício. Acabando num acesso de glória ela retira-se do palco. A audiência reclamou-a outra vez e outra vez”.
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Musical Opinion, Maio de 1931:
“Diz-se que a interpretação de Suggia do Concerto de Dvořak foi uma visão de rara beleza. Jamais ouvimos o fascinante segundo tema do primeiro andamento tocado com tal sentimento, de acordo com as suas qualidades românticas e ao mesmo tempo com tal recato. Nunca se sabe antecipadamente que particular momento de uma peça receberá o toque inesperado da temperamental Suggia”.

Sunday Times, 8 de Fevereiro de 1920:
“É quase impossível encontrar algo de novo a dizer sobre a arte de Madame Suggia, mas todas as suas aparições são um fresco deleite. A sua leitura do Concerto para Violoncelo de Schumann foi absolutamente subjugadora, não tanto pela perfeição do fraseado e beleza do tom, como pela impressão que se sentiu de que Mme. Suggia estava absolutamente vivendo na música”.
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AMANHÃ
Adolphe Adam / Valsa do Ballet "Giselle"
Orquestra Filarmonia de Londres
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