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30 - Franz Lehar

Abril/30
aniversário do nascimento de
Franz Lehar
(1870-1948)
A Viúva Alegre
Valsa, da opereta ‘A Viuva Alegre’
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30 de Abril - data do nascimento de Franz Lehar, compositor que muitos consideram o “pai” da opereta, um dos expoentes máximos da música festiva austríaca do séc. XX.

Franz Lehar, que viveu entre 1870 e 1948, era austríaco de ascendência húngara. Essa dupla raiz cultural influenciou a principal fisionomia da sua música: as suas composições combinam a graça vienense com o folclore eslavo, havendo nas suas últimas obras uma aproximação à ópera bufa e à comédia musical.

Lehar começou a sua carreira como violinista e director de bandas militares, em Trieste, Budapeste e Viena. Compôs sonatas, poemas sinfónicos e marchas – mas ficou na História como um dos maiores compositores da Áustria, sobretudo, pelas suas operetas – cujas canções se tornaram verdadeiros clássicos. A mais célebre é, sem dúvida, “A Viuva Alegre”.

29 - Thomas Beecham

. Abril/29

aniversário do nascimento de
Thomas Beecham
(1879-1961)

Puccini – La Bohème (final do 2º acto)
Orquestra Sinfónica da RCA Victor
Maestro Sir Thomas Beecham

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Sir Thomas Beecham nasceu a 29 de Abril de 1879.

Oriundo de uma família de industriais ricos, Thomas Beecham usou a fortuna que herdou para empreender uma profunda transformação do ambiente operático na Inglaterra, desde 1910 até ao início da I Guerra Mundial, estabelecendo as épocas regulares da Música em Covent Garden, em Drury Lane e o no Tetaro de Sua Majestade. Parelalamente, terá sido o primeiro maestro britânico a ter uma carreira internacional regular.

Nas salas de concerto, Londres tem ainda hoje duas grandes orquestras fundadas poelo barão Thomas Beecham – a London Philarmonic e a Royal Philarmonic. Ele manteve também uma forte ligação à Orquestra Filarmónica de Liverpool e às orquestras sinfónicas do Lancashire, sua região natal. A sua especialidade foi, curiosamente, a interpretação de compositores mais raramente interpretados na Grã Bretanha, como Frederick Delius e Hector Berlioz. Mas igualmente brilhante em algumas das obras mais “universais" do repertório mundial.

28 - Luisa Tetrazzini

Abril/28

aniversário da morte de
Luisa Tetrazzini
(1871-1941)

Verdi
Addio del Passato, de ‘La Trav
iata’

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28 de Abril. Nesta data morreu, em 1941, Luisa Tetrazzini – e praticamente morreu a cantar.
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Luisa Tetrazzini nasceu em 1871, em Florença. Começou a cantar aos 3 anos de idade, com lições da irmã mais velha, também ela uma cantora bem sucedida. Estreou-se na ópera aos 19 anos e fez a primeira parte da sua carreira nos teatros de Itália e em digressões pela Rússia, Espanha e América do Sul. Em 1905 cantou pela primeira vez nos Estados Unidos e a entrada no novo mundo não foi fácil: o director do Metropolitan de Nova Iorque faltou à promessa de contrato que lhe tinha feito, alegando dificuldades legais para que ela cantasse no Met como profissional – e ela afirmou publicamente que cantaria em San Francisco, se tivesse que cantar nas ruas, porque em San Francisco as ruas eram livres. O Tribunal autorizou-a a cantar e o seu agente anunciou que ela cantaria nas ruas de San Francisco.
A voz soprano coloratura brilhou em San Francisco e a carreira de Luisa Tetrazzini deu uma reviravolta. Em 1907 fez a estreia em Covent Garden, como Violeta, na “Traviata” de Verdi e, se subiu a esse palco sendo praticamente desconhecida na Inglaterra, logo de seguida tornou-se a mais requisitada e bem paga soprano das mais importantes salas de ópera. Voltou no ano seguinte aos E.U.A. e cantou pela primeira vez em Nova Iorque. Viria a fazer a temporada de 1911-1912 no Metropolitan, mas permaneceu fiel ao Oskar Hammerstein Manhattan Opera House, o primeiro teatro que a acolheu na metrópole americana.
Depois da Guerra de 1914/1918, Luisa Tetrazzini trocou os palcos da ópera pelos palcos de concerto. O final da vida não foi particularmente feliz: depois da ruína de 3 casamentos foi a derrocada económica. Quando se retirou, em 1932, foi feito um documentário filmado – e ela, quando o viu, cantou em paralelo com filme e disse: "Eu estou velha, eu estou gorda, mas eu ainda sou Tetrazzini."

23 - Albert Coates

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Abril/23

aniversário do nascimento de
Albert Coates
(1882-1953)

Procissão dos Nobres
da ópera "Mlada"
- Rimsky-Korsakov
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A 23 de Abril de 1882 nasceu o maestro e compositor anglo-russo Albert Coates.

Albert Coates, o mais novo dos sete filhos de pai inglês e mãe russa, nasceu em S. Petersburgo e viveu entre 1882 e 1953. Estudou no Conservatório de Leipzig com Artur Nikish, a quem viria a dedicar uma das suas mais importantes composições, o poema sinfónico “A Águia”, pouco depois de ter fugido da Rússia, em 1919, quando era maestro do Teatro Marinsky de S. Petersburgo. No entanto, tinha já em 1914 (antes da Revolução Soviética) feito o seu début no Royal Opera House, em Covent Garden, dirigindo Tristão e Isolda de Richard Wagner.
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Durante as décadas de 1920 e 1930 trabalhou frequentemente com a Sinfónica de Londres. Fez estreias de muitas obras, incluindo peças de Ralph Vuaghan Williams e Alexander Scriabin e, porventura mais notoriamente, dirigiu a primeira performance pública de Os Planetas, de Gustave Holst, em Londres. O seu percurso musical em Londres – e mesmo na África do Sul, para onde se mudou em 1946 e onde viria a morrer – foi no essencial uma aproximação gradual à grande música russa.

22 - Viana da Motta

Abril/22

aniversário do nascimento de
José Viana da Motta
(1868-1948)

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Um dos maiores pianistas e compositores portugueses de sempre
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José Viana da Motta nasceu em São Tomé e Príncipe, no dia 22 de Abril de 1868. Estudou no Conservatório Nacional, em Lisboa, sendo os estudos patrocinados pelo rei D. Fernando e a Condessa de Edla. Em 1882 parte para Berlim onde, custeado pelos reis mecenas, continua durante três anos os estudos de piano e composição. Em 1885 parte para Weimar onde é aluno de Franz Liszt, que mais tarde lhe oferece uma fotografia com a dedicatória: "A José Viana da Mota, saudando os seus futuros sucessos." Dá concertos nos Estados Unidos, Paris, Inglaterra, Espanha, Itália, Dinamarca, Lisboa e Porto, Brasil e Argentina, numa série de recitais que são outros tantos triunfos.
Durante a Primeira Guerra Mundial Viana da Motta foi director do Conservatório de Genebra. Em 1917 regressa a Portugal onde foi director do Conservatório Nacional de Lisboa, de 1918 a 1938. Entre as suas composições mais conhecidas está a sinfonia "À Pátria" e as obras "Evocação dos Lusíadas", "Cenas da Montanha", entre outras. José Viana da Mota faleceu em 1948, no dia 1 de Junho, em Lisboa, tendo vivido os últimos anos da sua vida na residência de sua filha Inês Viana da Mota e do seu genro, o psiquiatra Barahona Fernandes.

22 - Edouard Lalo


Abril/22

aniversário da morte de
Edouard Lalo
(1823-1892)
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Sinfonia Espanhola, op. 21 (4º andamento, Rondo–Allegro)
violinista Jascha Heifetz
Orquestra Sinfónica da RCA Victor / maestro William Steinberg

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Nascido na cidade francesa de Lille e de ascendência espanhola, Édouard-Victoire-Antoine Lalo viveu entre 1823 e 1892.
Quando morreu, aos 69 anos, deixou inacabadas várias obras de relevo numa carreira que então estava no auge e que tinha tardado a afirmar-se.
Quando jovem, fez o Conservatório de Paris e depois trabalhou vários anos como instrumentista de corda e professor. Formou, com amigos, o Quarteto Armingaud, em que tocava 2º violino e viola – e as suas primeiras composições foram obras de câmara.
Já depois dos 40 anos casou com Julie Bresnier de Maligny, uma contralto bretã e interessou-se pela ópera.
A sua ópera mais complexa e conseguida foi “Le Roi d’Ys”, baseada numa lenda da Bretanha (a mesma lenda que inspirou Debussy a escrever “La Cathédrale Engloutie”). Mas só foi reconhecida e levada ao palco em 1888, depois de mais de uma década de insucesso e quando Lalo já tinha 65 anos. Mesmo assim, o estilo peculiar e a expressividade de melodias fortes e orquestrações cheias de cor conseguiram uma popularidade e um reconhecimento de mérito entre a generalidade dos músicos e dos críticos.
Esse foi o caso do Concerto em Ré menor para Violoncelo (particularmente notabilizado na primeira metade do séc. XX pela violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia) e da Sinfonia Espanhola para Violino e Orquestra, as mais destacadas obras concertantes do compositor.

14 - Georg F. Haendel

Abril/14
aniversário da morte de
George Frederic Händel
(1685-1759)

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250 anos da morte de Häendel
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George Friedrich Händel nasceu em Halle an der Saale, no norte da Alemanha, no dia 23 de Fevereiro de 1685. O seu pai queria que ele fosse advogado, contudo, ao observar o interesse dele pela música, que estudava em segredo, mudou de ideias e dispôs-se a financiar o estudo da música. Assim, Händel tornou-se aluno do principal organista de Halle, e, aos dezessete anos, foi nomeado organista da catedral calvinista.
Um ano depois, mudou-se para Hamburgo, onde foi admitido como violinista e clavicordista da orquestra da ópera. Em 1705 estreou a sua primeira ópera, Almira. Logo a seguir, aceitou um convite para viajar até Itália, onde passou mais três anos. As suas obras foram apresentadas em Florença, Roma, Nápoles e Veneza e, simultaneamente, Händel escreveu outras peças, influenciado pela música daquele país.
Em 1710, volta da Itália e torna-se director da orquestra da corte de Hannover. Um ano depois, apresenta, em Londres, a sua ópera Rinaldo. Devido à sua grande popularidade, estabelece-se na Inglaterra, onde recebe a missão de criar um teatro real de ópera, que seria conhecido também como a Royal Academy of Music. Para esta academia escreveu 14 óperas, com o que granjeou grande fama em toda a Europa.
A partir de 1740, dedica-se mais à composição de oratórias, entre as quais “O Messias” e “Judas Macabeu”.
Händel faleceu no dia 14 de Abril de 1759, em Londres, oito anos após ter ficado cego do olho esquerdo, e mais tarde de ambos.

13 - Georg F. Haendel

Abril/13
aniversário da estreia de
O Messias
Georg Friedrich Haendel
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O Messias, a mais emblemática oratória de Haendel, um dos grandes monumentos da música de sempre, que alguns comparam apenas à IX Sinfonia de Beethoven, é uma obra indispensável no reportório das grandes sociedades corais e apetecível por todos os coros, mesmo os mais modestos.
É comum definir a oratória como um drama musical sem cena e com um personagem típico: o narrador de uma acção imaginada. Ao contrário da oratória dramática Saul de Haendel, há pouco interpretada brilhantemente nestas bandas de Belém – na qual não havia narrador mas simplesmente personagens que dialogavam entre si – O Messias, hoje e aqui apresentado, também não tem um papel de narrador e também não é um drama.
Na realidade, entre as 32 oratórias atribuídas a G. F. Haendel, apenas 15 se chamam oratórias bíblicas e, mesmo assim, alguns musicólogos têm diferentes maneiras de as rotular, utilizando o nome de «ode», «drama coral», «cantata coral» e até «drama coral», o que, mantendo a dificuldade de classificar a obra do grande músico, permite acentuar a sua tendência para a música dramática, para além das formas em concreto.
Esta oratória não tem uma história propriamente inocente. A sua composição acontece em tempo quase record, sem outro intuito que um concerto de beneficiência. A sua estreia é apoteótica na Irlanda, mas o mesmo não sucede em Londres, onde terá que esperar algum tempo para poder ser conhecida pelo seu nome: no ambiente sacro de uma igreja, será aceite anualmente, em vida do compositor, mas por fins humanitários. É praticamente após a morte do compositor que a oratória se populariza, ganhando adeptos e convertendo-se em motivo de grandes festas corais, sobretudo na Inglaterra.
Composta em 24 dias, e terminada a 14 de Setembro de 1741, num trabalho acelerado que já era normal no compositor saxónico e que nada tem a ver com a ideia mistificada, segundo a qual uma espécie de êxtase o tivesse colhido – Haendel terá declarado no termo da obra: «Acredito verdadeiramente ter visto o céu aberto e o próprio Deus diante de mim» - O Messias foi motivado pelo convite do Duque de Devonshire para escrever uma obra para um concerto de beneficiência a favor dos presos e dos pobres de Dublin.
A obra foi estreada em 13 de Abril de 1742 no Music Hall de Dublin com um êxito enorme: «A mais perfeita obra de música […]. O sublime, o grandioso e comovente deram-se as mãos para arrebatar o coração e o ouvido…» (Dublin Journal, 17.04.1742). A sua apresentação em Londres fez-se com muita cautela, não se falando do título de Messias para que o público, avesso à execução de textos bíblicos em ambiente de concerto, não se escandalizasse. Só em 1749 é que foi anunciado o título desta oratória. Em 1750 foi interpretada, para fins de beneficiência, na igreja do Foundling’s Hospital de Londres. Era a primeira vez que uma oratória haendeliana se executava em ambiente sacro e foi a única a fazer-se neste ambiente em vida do compositor. A verdade é que, durante a sua existência, se repetiu todos os anos na mesma igreja e com o mesmo fim. A tradição diz que, ao ouvir-se o coro Aleluia, na estreia londrina da oratória, todo o público se levantou, juntamente com o rei. Conta-se também que, após uma execução da obra no Foundling’s Hospital, Haendel teria afirmado: «Lamentaria ter de entreter apenas os meus ouvintes: eu gostaria de os fazer melhores.»

9 - Antal Dorati

Abril/9
aniversário do nascimento de
Antal Dorati
(1906-1988)

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Um dos mais distintos músicos do séc. XX
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Antal Doráti, que nasceu no dia 9 de Abril de 1906, foi um maestro e compositor húngaro, nascido em Budapeste. O pai era violinista na Orquestra Filarmónica de Budapeste.
Estudou composição na Academia Franz Liszt com Zoltan Kodaly e Leo Weiner e piano com Bela Bartok.
Estreou-se como maestro em 1924 com a Ópera Real de Budapeste.
Tornou-se cidadão americano em 1947. Em 1949, com a Orquestra Sinfónica de Minneapolis, dirigiu a estreia do Concerto para viola de Bela Bartok. Nesse mesmo ano assumiu o cargo de director musical da Orquestra Sinfónica de Minneapolis, onde se manteve durante 11 anos.
Em 1963 foi nomeado maestro principal da Orquestra da BBC. Nos anos seguintes dirigiu muitas outras orquestras na Europa e Estados Unidos.
Dorati fez quase 600 gravações, muitas das quais ganharam prémios internacionais. Além de maestro, foi também compositor, professor e pintor. Em 1983, a rainha da Inglaterra nomeou-o Cavaleiro Honorário do Império Britânico.Antal Dorati morreu na sua casa, na Suiça, no dia 13 de Novembro de 1988.

8 - Sir Adrian Boult

Abril/8

aniversário do nascimento de
Sir Adrian Boult
(1889-1983)

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Adrian Cedric Boult nasceu em Chester no dia 8 de Abril de 1889. Estudou em Oxford e no Conservatório de Leipzig. Em 1918 estreou-se à frente da Orquestra Sinfónica de Londres. Estreia auspiciosa que lhe valeu, pouco depois, a possibilidade de estrear “Os Planetas”, ainda hoje a obra por que é mais conhecido o seu compatriota Gustav Holst.
Em 1930, fundou a Orquestra Sinfónica da BBC, que dirigiu até 1950. A importância e a ligação que teve com essa orquestra terá sido a principal razão por que foi armado Cavaleiro de Sua Majestade, com direito ao título de Sir.
Permaneceu activo até depois dos 90 anos.
Sir Adrian Boult faleceu no dia 22 de Fevereiro de 1983.

8 - Josef Krips

Abril/8

aniversário do nascimento de
Josef Krips
(1902-1974)


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Um dos mais conhecidos maestros europeus, tanto na Europa como nos Estados Unidos, no pós guerra
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Josef Alois Krips, maestro e violinista, nasceu no dia 8 de Abril de 1902, em Viena, na Áustria.
Tendo sido aluno de Felix Weingartner, foi seu assistente e maestro do coro na Vienna Volksoper, entre 1921 e 1924. Depois de ter estado à frente de várias orquestras, em 1935 foi professor na Academia das Belas Artes de Viena e, até 1938 foi maestro habitual no festival de Salzburgo.
Em 1938, devido à anexação da Áustria, pelos nazis, foi obrigado a deixar o país. Mudou-se para Belgrado, onde trabalhou, durante um ano, com a Ópera e a Filarmónica daquela cidade. Depois disso, e até ao fim da guerra, trabalhou numa fábrica de alimentos.
Em 1945 regressou a Viena, onde foi o primeiro maestro a dirigir a Orquestra Filarmónica de Viena e o Festival de Salzburgo, no período do pós guerra.
Entre 1950 e 1954, Krips foi o maestro principal da Orquestra Sinfónica de Londres e, de 1963 a 1970 dirigiu a Orquestra Filarmónica de Buffalo e a Orquestra Sinfónica de S. Francisco, ambas nos Estados Unidos.
Teve a sua estreia no Covent Garden em 1963 e no Metropolitan Opera três anos depois. Em 1970 tornou-se maestro da Deutsche Oper, em Berlim e, em 1973, foi o maestro principal da Orquestra Sinfónica de Viena.
Josef Krips morreu em Genebra, na Suiça, no dia 13 de Outubro de 1974.

5 - Herbert von Karajan

Abril/5

aniversário da morte de
Herbert von Karajan
(1908-1989)
Sinfonia nº 6, em Fá Maior, "Pastoral"
Beethoven
Orquestra Filarmónica de Berlim
Herbert von Karajan
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No dia 16.Jul.1989 o New York Times dizia na sua 1ª página: “Morreu o maior de todos os maestros”.
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Heribert Ritter von Karajan - mais conhecido por Herbert von Karajan - poderá ter sido chamado "o mais alemão de todos os maestros", mas era na verdade austríaco. Nasceu em Salzburgo, a 5.Abr.1908.
Tornou-se num ícone da direcção de orquestras. Regeu durante 60 anos, 35 dos quais à frente da orquestra que, com ele, mais prestígio granjeou entre todas: a Filarmónica de Berlim.
Tido (talvez por isso) como “o mais alemão” dos maestros, Karajan era austríaco. Nasceu e viria a morrer na bela cidade de Salzburgo, precisamente a mesma em que dois séculos antes tinha nascido Mozart. A associação da sua pessoa aos alemães vem do seu carácter e da ligação com a grande orquestra de Berlim.
E não só: Karajan ficou igualmente célebre – mas pela negativa – por ter sido simpatizante do partido nazi. Claro que isso lhe valeu antipatias, severas críticas e atitudes de músicos como os grandes violinistas Isaac Stern e Itzhak Perlman, que se recusaram terminantemente a gravar com ele.
Herbert von Karajan é muitas vezes indicado como o grande intérprete de Beethoven – e a verdade é que merece essa honrosa referência. Mas, embora tenha sido criticado por desprezar praticamente todos os criadores de após 1945, interpretou muitos outros compositores.
É o caso de Johannes Brahms, o prodigioso compositor de quem disseram ser o legítimo sucessor do grande Beethoven – e que puxou pelo orgulho alemão a ponto de na Alemanha se dizer que a grande Música assenta em 3 fundamentais pilares começados pela letra “B”: Bach, Beethoven e Brahms.

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