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Jacqueline du Pré

Maio/14
estreia, no Carnegie Hall, de
Jacqueline du Pré
(1945-1987)
GRAVAÇÃO ORIGINAL
Carnegie Hall, 14.Mai.1965

Adagio do Concerto para violoncelo, Op. 85
de Edward Elgar
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Tinha apenas 20 anos quando subiu ao palco do Carnegie Hall, a menina prodígio que fez o mundo reviver o mito da lendária violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia. E a marca do génio tinha-se afirmado precisamente quando, com apenas 11 anos, Jacqueline, uma menina nascida em Oxford, ganhou o prestigiado Prémio Suggia, por princípio aberto a concorrentes maiores de 21. Singular, esta criança que, habituada a ouvir a mãe tocar piano, quando tinha 4 anos pediu um violoncelo e começou a tocar. Aos 6 anos entrou na escola de violoncelo de Londres e aos 10 anos foi admitida na Guildhall, que em 1960 lhe atribuiu a medalha de ouro.
No ano seguinte recebeu uma oferta curiosa: um anónimo doou-lhe um violoncelo Stradivarius de 1672, avaliado em cerca de 3 milhões de dólares. Tinha apenas 15 anos. A intensidade e o virtuosismo com que tocava atraíram a atenção da Europa e da América, onde encheu as maiores salas de concerto e provocou a apaixonada admiração dos públicos mais exigentes. Entre os músicos, Jacqueline du Pré foi imediatamente respeitada e reconhecida. Em 1966 viajou para Moscovo, para estudar com Rostropovich. No ano seguinte casou com o pianista e maestro Daniel Barenboim.
Em 1971, com a carreira no auge, começou a sentir dificuldades no movimento das mãos. Foi-lhe diagnosticada esclerose múltipla. Aos 26 anos teve de abandonar o violoncelo, pela força da doença que traria a morte precoce e injusta. Uma vida curta mas recheada de momentos geniais, como o da estreia, no Carnegie Hall, do concerto para violoncelo de Edward Elgar.

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