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3 - Narciso Yepes

Maio/3
aniversário da morte de
Narciso Yepes
(1927-1997)

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Um dos ícones da interpretação da guitarra no séc. XX
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Narciso Yepes nasceu em Lorca e viria a morrer em Murcia, em 1997.
Recebeu do pai a sua primeira guitarra aos 4 anos. Aos 20 (em 1947) fez a sua estreia oficial em Madrid, interpretando o Concerto de Aranjuez, de Joaquin Rodrigo. Com essa mesma obra viria, em 1964, a utilizar pela primeira vez a guitarra de 10 cordas que ele próprio criou, para interpretar mais fielmente a grande música do período barroco.
Nunca mais deixou a sua guitarra de 10 cordas. Com ela tocou com as mais famosas orquestras do mundo, numa média de 130 recitais por ano. E com ela se tornou num dos grandes músicos do século, para além de importante investigador e redescobridor de inúmeras obras para guitarra dos séculos XVI e XVII.Pelo seu enorme contributo para a Música, Narciso Yepes recebeu das mãos do rei Juan Carlos a Medalha de Ouro de Distinção das Artes. Foi-lhe também atribuído o Prémio Nacional da Música, para além de ter sido nomeado Membro da Academia de Afonso X, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Múrcia e eleito por unanimidade para a Academia Real das Belas Artes de Espanha.

19 - Francisco Tárrega

Dezembro/19
aniversário do nascimento de
Francisco Tárrega
(1852-1909)
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MÚSICA (5min19)

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La Cartagenera
guitarrista Narciso Yepes
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Este programa é dedicado ao compositor espanhol Francisco Tárrega, assinalando o aniversário da sua morte, que passou a 15 de Dezembro.

Tarrega nasceu em Villareal e viveu entre 1852 e 1909.
Quando criança, perdeu parcialmente a visão – e foi com o receio da cegueira total que o pai quis que ele aprendesse música, como meio de vir a ganhar a vida no caso de uma fatalidade maior.
Curiosamente, foram dois músicos cegos que o iniciaram na música. E foi talvez por efeito dessa formação irregular que procurou as suas próprias formas de expressão – e revolucionou a composição da guitarra e a própria técnica de execução do instrumento.
A música para guitarra clássica (ou viola dedilhada) mudou radicalmente. O instrumento ganhou uma projecção que não tinha. E muito mais adeptos.

A partir do fandango popular de Cartagena foi-se configurando um canto de quatro ou cinco versos octassilábicos, que pertence aos chamados Cantos minero-levantinos. Nesse processo de configuração tiveram muita influência fguras do canto flamenco da época, o final do séc. XIX. Assim nasceu La Cartagenera, da qual se diz ser “o mais belo canto levantino, mesmo que sem a variedade da Malagueña nem a popularidade da Taranta”.
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21 - Francisco Tárrega

Novembro/21

aniversário do nascimento de
Francisco Tárrega
(1852-1909)
MÚSICA (5min04)


“Capricho Árabe”, esta peça aqui interpretada por outro grande nome da guitarra espanhola, Andres Segovia, é uma das 78 obras compostas por Francisco Tarrega para guitarra.
Durante a sua juventude, poucos acreditariam que fosse possível levar tão longe a música para guitarra. Talvez apenas o seu professor de piano no Conservatório de Madrid, que ao ouvi-lo num concerto lhe disse: “A guitarra precisa de ti. Tu nasceste para ela!”
Apesar de na sua época os guitarristas apenas comporem música para o próprio instrumento, Tarrega dedicou-se também à transcrição para a gitarra de obras compostas para outros instrumentos. Transcreveu trabalhos de Schumann, Chopin, Beethoven, Bach e outros. Albéniz chegou a declarar que preferia as versões para guitarra de Tárrega às suas próprias versões originais para piano. E a par das transcrições, variações como “Fantasia sobre temas de La Traviata”.
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Francisco Tárrega nasceu em Villareal a 21 de Novembro de 1852 e viveu até 1909.
Viveu em pleno alto romantismo, quando a guitarra era menorizada na comparação com o piano e a música de ópera. Essa dificuldade e as várias infelicidades que o atingiram enquanto criança e jovem talvez não augurassem a importância que veio a ter como guitarrista e como compositor.
Quando criança, perdeu parcialmente a visão – e foi com o receio da cegueira total que o pai quis que ele aprendesse música, como meio de vir a ganhar a vida no caso de uma fatalidade maior.
Curiosamente, foram dois músicos cegos que o iniciaram na música. Depois dos primeiros passos com um guitarrista popular, “El Ciego de la Marina”, foi enviado para Madrid, onde aprendeu piano com um professor cego. Foi talvez por efeito dessa formação irregular que Tarrega procurou as suas próprias formas de expressão. E foi graças a isso que revolucionou a composição da guitarra e a própria técnica de execução do instrumento. Deu maior importância à utilização do dedo anelar e criou o método de tocar as cordas sem a utilização da unha, preferindo a parte macia do dedo.
A música para guitarra clássica (ou viola dedilhada) mudou radicalmente. O instrumento ganhou uma projecção que não tinha. E muito mais adeptos, mesmo na fronteira com a música popular.
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Tárrega tocado por Narciso Yepes (“Recuerdos de la Alhambra”)
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14 - Narciso Yepes

Novembro/14
aniversário do nascimento de
Narciso Yepes
(1927-1997)
MÚSICA (4min34)
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* Dança Espanhola nº 5, Andaluzia
. (Enrique Granados)
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Narciso Yepes, um dos ícones da guitarra clássica do séc. XX, nasceu faz hoje anos. Nasceu em Lorca e viria a morrer em Murcia, em 1997.
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Recebeu do pai a sua primeira guitarra aos 4 anos. Aos 20 (em 1947) fez a sua estreia oficial em Madrid, interpretando o Concerto de Aranjuez, de Joaquin Rodrigo. Com essa mesma obra viria, em 1964, a utilizar pela primeira vez a guitarra de 10 cordas que ele próprio criou, para interpretar mais fielmente a grande música do período barroco.
Nunca mais deixou a sua guitarra de 10 cordas. Com ela tocou com as mais famosas orquestras do mundo, numa média de 130 recitais por ano. E com ela se tornou num dos grandes músicos do século, para além de importante investigador e redescobridor de inúmeras obras para guitarra dos séculos XVI e XVII.
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Pelo seu enorme contributo para a Música, Narciso Yepes recebeu das mãos do rei Juan Carlos a Medalha de Ouro de Distinção das Artes. Foi-lhe também atribuído o Prémio Nacional da Música, para além de ter sido nomeado Membro da Academia de Afonso X, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Múrcia e eleito por unanimidade para a Academia Real das Belas Artes de Espanha.
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Narciso Yepes tocando Francisco Tarrega (“Recuerdos de la Alhambra”)
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Concerto PmqP

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CONCERTOS PmqP
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22.Nov.2007
Concerto de Santa Cecília
Academia de Música do Fundão.

Fundão, dia da Padroeira da Música. A Academia de Música e Dança do Fundão fez o concerto da efeméride com um programa diferente e arriscado: alunos de diversos instrumentos e de todas as idades. Desde os 7 anos de Margarida Pacheco aos 20 de Tiago Gamboa, estiveram o violino, o piano, a guitarra, o clarinete e a música de câmara. De Beethoven e Chopin, a António Fragoso e Manuel Ivo Cruz.
O resultado foi um agradável sarau e a demonstração da notável qualidade do ensino da escola.

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O concerto teve lugar no auditório do espaço municipal “Moagem – Cidade do Engenho e das Artes”, o melhor que o Município tem, apesar da falta de condições do espaço (no essencial destinado a cinema) para a boa prática das artes de palco e a boa audição de música, já que a construção ignorou o mais elementar requisito técnico: o palco não tem sequer concha acústica. Apesar disso, a atenção e o gosto do público puderam apreciar uma dezena e meia de peças musicais bem escolhidas e bem interpretadas.
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Todos os alunos em concerto – todos sem excepção – mereciam ter reproduzidas aqui as suas interpretações. Com a preciosa ajuda dos excelentes microfones da Rádio Cova da Beira, captámos o som possível. As peças que adiante reproduzimos são aquelas cujo registo sonoro pôde ser feito com a qualidade que a seriedade dos professores e o rigor dos intérpretes mereciam.
Parabéns à Academia, aos seus alunos e aos seus professores.
Bravo, Bravo!
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ARTISTAS EM CONCERTO:
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Margarida Pacheco (violino) - 7 anos, Alpedrinha - Prof. Alexandre Correia
Catarina Silva (piano) - 12 anos, Fundão - Prof. Catarina Melro
Ana Jorge Martins (saxofone) - 13 anos, Fundão - Prof. Paula Pinto
Mariana Godinho (piano) - 14 anos, Fundão - Prof. Olga Silva
Rafael Borrego (violino) - 10 anos, Benquerença - Prof. Alexandre Correia
Lucas Teodózio (piano) - 17 anos, Brasil - Prof. Tamara Antontseva
Alexandre Pereira (guitarra) - 13 anos, Fundão - Prof. Pedro Rufino
Carolina Rodrigues (piano) - 13 anos, Tortosendo - Prof. Nataliya Unru
Xavier Canavilhas (piano) - 12 anos, Covilhã - Prof. Olga Silva
Tiago Gamboa (clarinete) - 20 anos, Peroviseu - Prof. David Machado
Miguel Salvado (guitarra - em trio) - 16 anos, Fundão - Prof. Pedro Rufino
Alexandre Nobre (guitarra - em trio) - 15 anos, Fundão - Prof. Pedro Rufino
João Raposo (guitarra - em trio) - 15 anos, Fundão - Prof. Pedro Rufino
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Tarrega, por Andres Segovia

4.Abr.2007

Francisco Tarrega
(1852-1909)
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Recuerdos de la Alhambra, por
Andres Segovia

MÚSICA (3min26)
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Francisco Tárrega foi um importante guitarrista espanhol que revolucionou a composição para guitarra. Defendeu uma metodologia diferente da que era usada na sua época. Segundo ele, o toque da mão direita na guitarra deveria ser feito num ângulo de 90º, e com a parte "macia" do dedo, ou seja, a unha não deveria ser utilizada. Justificava essa metodologia afirmando que o toque do dedo "nu" causava uma sensação de maior controle emocional e técnico da obra em execução.

Nasceu em Villareal, Espanha, a 21.Nov.1852. Morreu a 15.Dez.1909, em Barcelona.
Viveu numa época de alto romantismo, com as óperas de Wagner, as óperas italianas, as músicas de Schumann, Chopin e Paganini. Estas obras eram de grande sonoridade, contrastando com a pouca sonoridade do seu instrumento.
Devido a um acidente, quando criança, perdeu parcialmente a visão. O pai, pensando que ele poderia ficar completamente cego, fez com que frequentasse aulas de música para que, caso o pior acontecesse, pudesse ganhar a vida tocando algum instrumento. Curiosamente, foram dois músicos cegos que o introduziram no mundo da música.
Foi para Madrid estudar piano, pois a guitarra era um instrumento de segundo plano. Lá conheceu Albéniz e Granados. Foi seu próprio professor que, vendo seu desempenho na guitarra, o aconselhou a abandonar a carreira de pianista e se dedicar exclusivamente ao seu instrumento preferido.
Estabeleceu-se em Barcelona, onde compôs a maioria das suas obras mais famosas.
Os guitarristas profissionais seus contemporâneos tocavam, usualmente, apenas as suas próprias composições. Tárrega transcreveu trabalhos de Schumann, Chopin, Beethoven, Gottschalk, Bach e outros, como os solos de Albéniz e Granados. Albéniz chegou a declarar que preferia as versões para guitarra de Tárrega às suas próprias versões originais para piano.
Além das inovações na técnica da guitarra, a sua importância se deve, também, a essas transcrições, expandindo o repertório disponível para o instrumento.
Não satisfeito com o som que obtinha da sua guitarra, aos 50 anos (1902) começa a cortar as unhas pouco a pouco até fazê-las desaparecer quase totalmente, para obter o som doce que caracteriza a sua escola.
Fez cerca de 120 transcrições para guitarra solo, e 21 para duos de guitarra. Tem 78 composições.
A música de concerto tem muitos nomes consagrados que se transformaram em verdadeiros mitos, quer pelas suas vidas de carácter especial, polémico, romântico, quer pela sua contribuição para a Música. Na guitarra também há muitos nomes famosos – mas nenhum foi tão ligado à expressão romantizada do ser músico como foi Francisco Tárrega Eixea.
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Recuerdos de la Alhambra es la pieza que cada guitarrista dedicado debe tocar para sentir que sus dedos pueden hacer casi cualquier cosa. Esta pieza es realmente un hito en la vida de un guitarrista.
Francisco Tárrega es ¨el primer compositor para guitarra de verdad¨ Era español y conocía profundamente la guitarra. Su destreza en la composición era simplemente perfecta para la guitarra moderna. Contrariamente a Sor y Giuliani, las piezas de Tárrega eran ¨la unión perfecta entre la guitarra moderna y el alma de España¨.
Recuerdos de la Alhambra es una pieza de trémolo. El trémolo es una idea musical que viene de la familia del mandolín. A medida que el ejecutante realiza el trémolo con los dedos a, m, e i, el pulgar toca una nostálgica melodía en contrapunto.
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