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25 - Oratório de Natal




Dezembro/25

Oratória de Natal

Johann Sebastian Bach






Há muita e boa música de Natal. Não seria fácil escolhermos a mais importante, a mais significativa de todas. Em todo o caso, ninguém dirá que conhece melhor do que a extraordinária obra que hoje lembramos: A Oratória de Natal de Bach.

Das três oratórias (oratorium) como tal expressamente designadas por Bach (Natal, Páscoa e Ascensão), esta é a mais longa e mais conhecida. Oratória de Natal é o título atribuído comummente a um ciclo de seis cantatas, estreadas, em sucessão, entre o Natal de 1734 e as primeiras semanas de 1735, em Leipzig. A aglutinação das seis cantatas unificadas por um princípio teleológico comum - o da celebração do nascimento de Cristo - e por recursos estilísticos estruturais, recebeu o número BWV 248

Para lá do material directamente composto para o efeito, Bach recorreu a excertos de cantatas profanas escritas anteriormente, entre as quais as BWV 213 e BWV 214, de finais de 1733. A primeira glosava originalmente o mito de Hércules e era dedicada ao príncipe eleitor de Saxe, enquanto a segunda fora composta em honra da princesa.
Nas cantatas que integram a Oratória de Natal, estas peças musicais surgem transfiguradas por substituição das palavras, normalmente através do recurso a textos dos Evangelhos e a passagens bíblicas ou a textos de devoção escritos por libretistas e pastores anónimos.



















Cantata nº 147 (Jesus, Alegria dos Homens)






24 - Teresa Stich-Randhal



Dezembro/24

aniversário do nascimento de
Teresa Stich-Randhal
(1927-2007)





Teresa Stich-Randall nasceu a 24 de Dezembro de 1927, em New Hartford, no estado de Connecticut, E.U.A.

Estudou na Hartt School of Music, em West Hartford.
Foi descoberta nos finais dos anos 40 por Arturo Toscanini, que a contratou para uma série de actuações com a sua Orquestra Sinfónica da NBC, em Nova Iorque. Toscanini descreveu-a como “a descoberta do século”.
Estreou-se na Europa, em Florença e ganhou uma competição em Lausanne. Isto levou a que desse uma série de espectáculos com a Basel Opera, na Suiça.
A estreia na ópera deu-se em 1947, no papel de Henrietta, na ópera “Mother of us All”, de Virgil Thomson e, um ano depois, interpretou o papel principal na ópera “Evangeline”, de Otto Leuning. Estreou-se na Ópera Lírica de Chicago, em 1955, no papel de Gilda, na ópera Rigoleto, de Verdi. Cantou, pela primeira vez, no Metropolitan Opera de Nova Iorque, na ópera Cosi fan tutti, em 1961 e permaneceu no Met até 1966.
Em 1962, o governo da Áustria atribuiu-lhe o título de Kammersängerin, título esse que só era atribuído aos melhores artistas.
Por volta de 1980, a carreira de Stich-Randall já tinha terminado. Morreu em Viena no dia 17 de Julho de 2007.

















Aria "Jesu, komm in meiner Seele", da Cantata "Machet die Tore Weit"
(G. P. Telemann)
Orquestra de Câmara de Viena /maestro Wilfried Böttcher


22 - Giacomo Puccini


Dezembro/22

aniversário do nascimento de
Giacomo Puccini
(1858-1924)
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A 22.Dez.1858 a família Puccini festejava um acontecimento muito desejado:
nascia finalmente um rapaz.

Giacomo Antonio Domenico Michele Secondo Maria Puccini – assim o baptizaram, apesar de o pai, cansado de frustrações com o nascimento de cinco filhas seguidas, já ter preparado os mais estranhos nomes femininos.

E a verdade é que Giacomo não desiludiu aquela família de várias gerações de músicos: revelou um excepcional talento musical – e viria a tornar-se o mais bem sucedido compositor de ópera da sua época.
A sua primeira ópera, Le Villi, foi composta em 1883 para participar num concurso. Não ganhou o primeiro prémio, mas chamou a atenção do dono da Editora Musical Ricordi, que lhe encomendou uma segunda ópera. Edgar foi o título dado a essa obra, que estreou no Teatro Scala de Milão. Mas foi também um fracasso.
Mas depois vieram obras que puseram o público em êxtase: Manon-Lescaut, Tosca, La Bohème…
Fazia o público “rebentar de pranto”, como ele próprio gostava e se propusera. Mas a boémia parisiense, que inspirou o trágico destino da bordadeira Mimi, acabou por traduzir o modo de vida do próprio Puccini.
E a sua própria vida poderia ter inspirado uma ópera. Com um casamento turbulento, foi acusado pela mulher, ciumenta e paranóica, de manter relações íntimas com uma criada; a jovem, perseguida e infernizada, suicidou-se; e a autópsia revelou que era afinal virgem.

Puccini havia de morrer sem amigos e triste, sem conseguir terminar uma obra que sabia ser de qualidade muito especial: a ópera Turandot.




21 - Michael Tilson Thomas

Dezembro/21

aniversário do nascimento de
Michael Tilson Thomas
(21.Dez.1944)
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Michael Tilson Thomas nasceu em Los Angeles e foi na Universidade da Califórnia que estudou piano, direcção de orquestra e composição e que iniciou a sua carreira profissional de maestro. Aos 19 anos foi nomeado director da orquestra juvenil da Fundação Young Musicians. Trabalhou com Stravinsky, Copland e Stockausen e actuou como pianista ao lado de Heifetz.

Em 1969 foi nomeado para Director da Orquestra Sinfónica de Boston e na década de 1970 dirigiu ainda as orquestras filarmónicas de Buffalo e de Los Angeles. Com esta orquestra protagonizou notáveis programas de desenvolvimento de oportunidades para jovens músicos, que vieram a valer-lhe reconhecimento e celebridade.
Mais recentemente, sucedeu a Claudio Abbado na direcção da Orquestra Sinfónica de Londres e desta passou para a Orquestra Sinfónica de San Francisco, que desde 1995 dirige.
Ainda em 1994 tinha sido designado Maestro do Ano pela Musical America International Directory Of The Performing Arts.






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Sinfonia #1 em ré M, "Titã", de Gustav Mahler
Excertos do 3º andamento





20 - Artur Rubinstein

Dezembro/20
aniversário do nascimento de
Artur Rubinstein
(1887-1982)
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.20 de Dezembro. Um bom dia para lembrarmos um dos maiores pianistas do século XX.
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Rubinstein, que nasceu na cidade polaca de Lodz no ano de 1887, abandonou os palcos em 1877 – e com essa bonita idade de 90 anos era ainda um dos maiores músicos da sua era. Foi pianista profissional durante mais de 70 anos e até ao fim aclamado por todo o mundo como um excepcional intérprete, sobretudo das difíceis obras de Chopin e Brahms.
O estilo com que interpretou Chopin fez escola. As partituras eram despidas de qualquer sentimentalismo e convertidas a uma perfeição técnica impressionante, porque resultava a ideia do que era a pura musicalidade do grande compositor.
Tocou Schubert e Bach com o mesmo virtuosismo e levou alguns importantes compositores a escreverem obras expressamente para serem interpretadas por ele, como foi o caso de Manuel de Falla.
Em 1940 a invasão alemã obrigou-o a fugir de França e refugiar-se nos Estados Unidos. Em 1946 foi-lhe concedida a cidadania norte-americana e com ela viveu o resto da sua vida. A experiência do nazismo e o respeito pelo seu povo polaco levaram-no a nunca mais voltar a tocar na Alemanha.

16 - Beethoven

Dezembro/16

aniversário do nascimento de
Ludwig van Beethoven
(1770-1827)
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16 de Dezembro é data de um aniversário especial  – e todos os dias são poucos para ouvirmos aquele que é para muitos o maior génio da História da Música: Ludwig van Beethoven.

"Não o percam de vista, um dia há-de dar que falar". Foi o que disse o mestre Haydn quando ouviu a música do jovem de 17 anos. Não teve grande formação musical, foi um homem infeliz, sofreu de surdez desde os 24 anos. Mas quando, velho e completamente surdo, compôs a imortal Ode à Alegria (a sua 9ª Sinfonia), tinha já escrito muitas das maiores obras musicais de que a Humanidade ainda hoje é beneficiária.


A Abertura Egmont foi escrita entre Outubro de 1809 a Junho de 1810, para acompanhar “Egmont”, drama em cinco actos escrito por Goethe. A peça de Goethe conta a luta dos Países Baixos, liderada pelo Conde Egmont, contra a ocupação espanhola. É um tema que opõe tirania e liberdade, questão crucial para o espírito de Beethoven.

15 - Glenn Miller


Dezembro/15
aniversário da morte de
Glenn Miller
(1904-1944)




No dia 15.Dez.1944, um dos artistas mais populares dos Estados Unidos, líder de vendas de discos entre 1939 a 1943, desaparecia num acidente de avião. Glenn Miller, cujo corpo nunca foi encontrado, tinha 40 anos.

Alton Glenn Miller nasceu no Iowa, EUA, em 1904. Aos 11 anos, com o dinheiro conseguido a ordenhar vacas, conseguiu comprar o seu primeiro trombone e entrou para a orquestra da cidade de Grant City, no estado de Missouri.
Em 1923 entrou na faculdade de Colorado, onde estudava para se tornar músico. Acabou por abandonar o curso, decidido a tocar um estilo mais popular do que o ensinado na Academia. Foi nesta época que compôs a sua música mais famosa, Moonlight Serenade.
Nos anos seguintes trabalhou como músico de estúdio e acompanhou diversos nomes do jazz em turnées pelos EUA. Em 1935, fez a primeira aparição no cinema, no filme The Big Broadcast of 1936, como membro da Ray Noble Orchestra.
Em 1938 conquistou o sucesso ao lançar discos pela RCA, uma das principais gravadoras da época. A revista Time certa vez afirmou que "em cada uma das 300 mil jukeboxes nos EUA há um disco de Glenn Miller".
No auge do sucesso, em 1942, Miller resolveu alistar-se como voluntário do exército americano para ajudar as tropas durante a Segunda Guerra Mundial. Como já tinha 38 anos, não foi mandado para os campos de batalha. Foi recusado pela Marinha, alistou-se como brigadeiro do Exército e acabou nas Forças Aéreas, onde fez trabalhos administrativos e dirigiu uma banda.
Na Inglaterra chegou a gravar para propagandas do exército americano e uma série de discos no lendário estúdio Abbey Road. Foi a última gravação que conduziu.
Em 15 de dezembro de 1944, viajava com a sua banda da Inglaterra para a França, para animar uma festa para soldados que tinham vencido a batalha em Paris. Durante uma tempestade o avião onde viajava Glenn e sua banda desapareceu e nunca foi encontrado. Deixou a mulher e dois filhos adoptados um ano antes. Na época especulou-se que o avião tinha sido abatido por engano por um caça inglês, informação nunca confirmada.

Glenn Miller gravou mais de 120 canções como músico de estúdio ou líder de banda e até hoje as suas composições são lembradas e executadas em todo o mundo.

11 - Hector Berlioz

Dezembro/11

aniversário do nascimento de
Louis-Hector Berlioz
(1803-1869)

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.* O Corsário (Abertura)
. Orq. Halle / Sir John Barbirolli

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.Berlioz, que viveu entre 1803 e 1869, é um dos mais vivos símbolos do artista romântico, com toda a grandeza que o romantismo implica nos homens da arte e da cultura do séc. XIX: génio assombrosamente original, vida cheia de contratempos, amores obsessivos e perniciosos, talento oscilando entre a obra genial e a incompreensão de quase todos.
Quis aprender música enquanto jovem – mas a família mandou-o estudar medicina. Só aos 22 anos conseguiu entrar no Conservatório, mas teve de concorrer 4 vezes ao Prémio de Roma para conseguir vencê-lo. Apaixonou-se perdidamente pela actriz irlandesa Harriet Smithson, mas só depois de seis anos de sofrimento casou com ela… e depois foram os dois infelizes.
Uma das principais obras de Hector Berlioz, A Morte de Cleópatra, foi a última das três tentativas falhadas para ganhar o Prémio de Roma. O juri recusou energicamente atribuir-lhe o prémio, para não mostrar apoio oficial a um jovem que revelava “tendências tão perigosas…”
Quase tudo foram adversidades. Mas nem tudo: Paganini reconheceu-o como dono de invulgar talento e Liszt dedicou-lhe admiração, para além de amizade e auxílio. E deixou obras de grande importância, como "Os Troianos", "O Corsário" ou “A Danação de Fausto”, cantata cénica baseada na obra de Goethe.
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10 - Jascha Heifetz

Dezembro/10
aniversário da morte de
Jascha Heifetz
(1901-1987)

* Capricho # 24 - Paganini
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No dia 10.Dez.1987 morreu Heifetz, um dos mais virtuosos violinistas de sempre, por muitos considerado o maior do século XX.
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Jascha Heifetz, que nascera em 1901 na cidade de Vilnius, então na Rússia e actualmente capital da Lituania, morreu com 86 anos. Desses 86 anos, 83 passou-os a tocar violino e durante mais de 60 percorreu os grandes palcos do mundo. Fez mais de 2 milhões de quilómetros em concertos, para além de inúmeras aparições em estações de rádio e participações em produções cinematográficas.
Heifetz celebrizou-se pela extraordinária interpretação das mais famosas obras e Paganini, Bach e Saint-Saens. Logo em criança tinha evidenciado o talento genial que viria a deslumbrar a América e a conquistar o mundo. Com apenas 9 anos, entrou na famosa classe de Leopold Auer em S. Petersburgo e aos 16 fez a sua estreia no Carnegie Hall, em Nova Iorque.

Quando lhe observaram ter sido uma criança prodígio, Heifetz respondeu: “Isso de criança prodígio não é mais do que uma doença, geralmente fatal. Eu tive a sorte de estar entre os poucos que sobreviveram a isso. Mas havia a vantagem de ter um grande professor e uma família que levava a música em alta consideração, tinha bom gosto e odiava a mediocridade”.
A estreia de Heifetz no Carnegie Hall, foi contada assim pelo crítico Samuel Chotzinoff: O violinista de dezasseis anos parecia a pessoa menos preocupada de todo o auditório enquanto caminhava até ao palco e pouco se movia durante toda a exibição, de tamanho virtuosismo e musicalidade como nunca havia sido visto nesse histórico auditório.
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7 - Pietro Mascagni

Dezembro/7

aniversário do nascimento de
Pietro Mascagni
(1863-1945)


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Pietro Mascagni nasceu e viveu em Itália, entre 1863 e 1945. A sua obra mais conhecida é a ópera Cavalleria Rusticana, escrita em apenas dois meses e baseada num texto do escritor Giovanni Verga. O cenário de paixões da obra de Verga e a procura de uma correspondência na ópera foram, de resto, a nota dominante da ópera de Mascagni, um dos principais expoentes da corrente chamada de “verismo”, que afirmava o direito do artista de representar a realidade com todos os seus contornos, sem restrições nem preconceitos.

Mascagni era declaradamente fascista e aceitou ser o músico oficial do Partido Fascista. Das 17 óperas, uma boa parte tem inspiração ideológica - e uma delas foi escrita em homenagem ao ditador Benito Mussolini.
Terminou a vida desiludido e entregue à indigência. Morreu subitamente no ano em que terminou a II Guerra Mundial.

6 - Ira Gershwin

Dezembro/6

aniversário do nascimento de
Ira Gershwin
(1896-1983)
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Dia para lembrarmos um homem que, não sendo músico deu palavras a algumas das mais memoráveis canções do séc. XX. A 6.Dez.1896 nasceu Ira Gershwin.
Nascido em Brooklin tal como seu irão George, Ira Gershwin era tido como um jovem tímido que passava a maior parte do tempo em casa, a ler. Desde a escola primária até à universidade teve papel de notoriedade em diversos jornais e revistas. Formou-se no City College de Nova Iorque e viria a ser o primeiro letrista de canções a ganhar o Prémio Pullitzer. Mas o que melhor fez na vida, o que mais gozo lhe deu, foi escrever as letras de canções que conquistaram a modernidade americana e ainda hoje percorrem o mundo.
Pode questionar-se que falta teriam feito as palavras à música que todos reconhecem por sons tão característicos como o glissando de clarinete de Rhapsody in Blue ou a buzina do táxi de Um Americano em Paris. Mas ninguém sabe como seriam as músicas de George Gershwin sem as palavras do irmão que dizia divertir-se a ouvir o roncar de um elevador, o tinir de um telefone, o chiar de um pneu vazio, o roufenho de uma buzina, o rouquejar de uma voz, o lixar de um fósforo, o estremecer de dinamite ou o gotejar de um caleiro…
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