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Horowitz toca Brahms

29.Set.2007

Horowitz
TOCA
BRAHMS
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SOM DO PROGRAMA
(CONCERTO INTEGRAL)

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Concerto # 2 para Piano e Orquestra
ANDAMENTOS:

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VLADIMIR HOROWITZ
(1903-1989)

Homenageamos hoje um pianista excepcional. Entre os críticos, alguns dizem que foi o mais virtuoso de todos os tempos – e todos estão de acordo em que ele tinha não só uma técnica excepcional, mas também um caráter pianístico deslumbrante… para já não falarmos da sua personalidade fora do vulgar e das curiosidades incríveis que emolduram a história da sua vida.
Vladimir Horowitz morreu há uns anos apenas – e os amantes da música lembram-se de o ver (principalmente através da televisão) fazer do piano um instrumento sublime, já com os seus bonitos oitenta e muitos anos de idade. Os braços caindo à vontade, as mãos repousando sobre as teclas do piano – tudo muito diferente da posição hirta e severa dos grandes pianistas. Mas se o final da sua vida está bem claro na memória de meio mundo, já o caminho que fez até chegar à velhice é cheio de singularidades e até estranhezas…

Horowitz nasceu no dia 1 de Outubro, isso parece certo. Em que ano? – já é mais problemático… No seu país, a Ucrânia, tinha-se como certo que o nascimento tivesse ocorrido em 1904 – mas o pai deixou um dia escapar que afinal tinha sido em 1903… tinha falsificado a idade dele, para o livrar de cumprir o serviço militar e assim poupar as suas especialíssimas mãos. Aqui entre nós, fez muito bem..
Aos 16 anos, o jovem Vladimir Horowitz tinha o Conservatório feito e, para o exame de aferição, tocou nada mais nada menos que o Concerto nº 3 de Rachmaninov – “simplesmente” a obra que muitos consideram a mais difícil que existe para tocar no piano e que muitos chegaram a dizer impossível de ser tocada. Em 1932 tocou pela primeira vez com o maestro Arturo Toscanini, apresentando o Concerto nº5 para Piano, de Beethoven.
Maestro e pianista parecem ter ficado maravilhados um com o outro. No ano seguinte, casou com Wanda, filha de Toscanni. Casamento curioso: ele judeu e ela católica… sem problema, porque nenhum dos dois era devoto. O pior era que ele não sabia falar o italiano dela e ela nada percebia da língua russa dele. Passaram a comunicar-se em francês – e a filha, Sonia Toscanini Horowitz, teve de crescer falando russo, italiano e francês.
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Não é Rachmaninov, nem Beethoven – é Brahms que estamos a ouvir. Concerto nº 2 em Si bemol Maior, op.83. Estamos no 2º andamento, um allegro apassionato, depois do 1º, allegro non troppo.
Uma grande obra, das muitas que Horowitz tocou na perfeição.
Mas houve muito boa gente que disse que o seu estilo era demasiado livre… que não respeitava a linha original dos compositores que interpretava.
Nada disso: Horowitz era, ao piano, simplesmente… Horowitz. O que saía das suas mãos era a sua leitura das partituras. Algo que só os gigantes podem dar-se ao luxo de fazer. Isso, e as transcrições espectaculares de grandes obras; as mais famosas foram as das Rapsódias Húngaras de Liszt. Diz-se que as suas transcrições das Rapsódias nºs 2 e 6 só ele próprio foi capaz de as tocar.
Mas houve mais: as Variações sobre “Carmen”, de Bizet e a marcha “The Stars and Stripes Forever”, de John Philip Sousa. Mas também Schumann, Scriabin, Chopin e Schubert.
Tudo com uma dinâmica tal (fortíssimos esmagadores, seguidos de repentina delicadeza) que ninguém diria o pavor que ele sentia ao subir a um palco.
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Durante muitos anos, Horowitz detestou o palco. Tanto, que várias vezes se retirou da carreira de concertista em público. Passava anos sem aparecer às plateias… e diz-se que algumas vezes, na hora de entrar no palco, tiveram de o empurrar. Como quase todos os espíritos geniais, era modesto e muito exigente consigo mesmo.
Felizmente, havia a possibilidade de fazer programas em televisão – e já antes disso havia as gravações em disco.
Começou a gravar em 1928, quando fazer discos ainda parecia uma arte d outro mundo. Durante a sua longa vida, gravou para as maiores etiquetas e um extraordinário número de obras. A partir de 1985, a Deutsche Grammophon produziu fantásticas gravações de programas televisivos e de espectáculos ao vivo. Nos últimos anos da sua vida foram feitos quatro grandes documentários em que o brilho era tão somente o da magia de um octogenário para quem o piano parecia um maravilhoso brinquedo.
Dominava a técnica das oitavas como ninguém. Conseguia tocar escalas precisas em oitavas extraordinariamente rápidas. As mãos tinham os dedos esticados e o dedo mindinho da mão direita estava sempre enrolado, preparado para a qualquer momento assaltar uma nota. Comparavam-no a uma cobra à espera de surpreender a vítima… Apesar disso, estava sempre muito tranquilo, de corpo descontraído mas imóvel, de rosto imperturbável, serenamente concentrado no piano.
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Concerto nº 2 em Si bemol Maior, op.83
Orquestra Sinfónica da NBC / Maestro Arturo Toscanini



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Placido Domingo - Ave Maria

28.Set.2007

Placido Domingo
AVE MARIA
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SOM DO PROGRAMA (5min29)
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Falamos hoje de um "gigante" da música erudita do nosso tempo – um homem com uma carreira tal que para enumerarmos todos os seus prémios, distinções e sucessos precisaríamos de ocupar, só para isso, mais de um programa inteiro. Aplaudimos hoje Placido Domingo.

José Plácido Domingo Embil nasceu a 21.Jan.1941, em Madrid. A partir dos 8 anos passou a residir e estudar na cidade do México, para onde se mudou a família. Uma família, diga-se, de gente ligada à música e em particular ao canto. Os pais eram ambos cantores de Zarzuelas e ele próprio viria a casar com a soprano Marta Ornelas, que conheceu no Conservatório.
Placido, a quem desde criança a família chamava "El Granado", por cantar desde muito pequeno a famosa canção "Granada", começou a sua carreira como barítono e mesmo depois de se revelar um grande tenor fez também coros e gravações com cantores rock. Curiosa, para quem é um dos maiores nomes da ópera do séc. XX, esta versatilidade de um homem que, tendo também participado em filmes e festivais, foi ainda, imagine-se... jogador de futebol (tal como o seu colega e amigo Luciano Pavarotti, falecido há dias.
Isto, para não falarmos do importante trabalho que fez como director de orquestra, em que trabalhou, por exemplo, com Herbert von Karajan, Zubin Mehta e James Levine...
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Mas o nome de Placido Domingo é sobretudo (e será para sempre) o de um dos mais extraordinários cantores de ópera. Muito popular desde o grupo dos "3 tenores" que formou com Pavarotti e José Carreras, Placido vale por si mesmo, pelos mais de 90 personagens que interpretou em todas as maiores casas de ópera do mundo.

Em 19.Set.1985 o maior terremoto na história do México devastou toda a capital do país. Plácido, que na tragédia perdeu vários familiares chegados, não quis saber da sua condição de super-estrela e interveio pessoalmente nos trabalhos de resgate. No ano seguinte deu vários concertos de beneficência a favor das vítimas.
Já na década de 1990, o mundo da Música ficou chocado com a situação de José Carreras, que, a braços com um cancro, tinha gasto toda a sua fortuna na luta contra a doença. Placido Domingo, de quem diziam ser grande rival de Carreras, constituiu uma fundação de solidariedade com o tenor catalão. Com discrição e modéstia, limitou-se a dizer: "Uma voz como a dele não pode perder-se"
Placido Domingo: um grande homem, um enorme tenor, que por 21 vezes abriu a temporada da grande "catedral" americana da ópera, o Metropolitan de Nova Iorque, superando o record de Enrico Caruso.
A estreia no Metroplotan foi a 28.Set.1968. Faz hoje 39 anos.
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Ave Maria, de Franz Schubert
Plácido Domingo / Pequenos Cantores de Viena / Orquestra Filarmónica de Viena
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AMANHÃ
Vladimir Horowitz toca Brahms (Concerto # 2, em si bemol maior, op. 83, para piano e orquesta)
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Igor Kipnis toca Bach

27.Set.2007

VARIAÇÕES GOLDBERG
POR
Igor Kipnis
(1930-2002)
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VARIAÇÃO 25 (3min58)
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Passa hoje o 77º aniversário do nascimento de Igor Kipnis, um dos mais notáveis cultores, do séc. XX, da arte de um raro mas importante instrumento: o cravo.
Igor Kipnis, que nasceu em Berlim, viveu entre 1930 e 2002 – ano em que faleceu em Connecticut, nos Estados Unidos da América.
Foi maestro e exerceu intensa actividade de professor de música – mas notabilizou-se principalmente como cravista.
Kipnis, que trabalhou intensamente também ao piano, deu um importante contributo para reavivar e divulgar a utilização do cravo. Com este instrumento gravou, por exemplo, as impressionantes Variações Goldberg, de Bach.
As variações Goldberg resultaram de uma extraordinária encomenda feita a Johann Sebastian Bach pelo Conde Kaiserling, um aristocrata melómano que sofria de insónias persistentes e pediu a Bach " umas peças para cravo a serem tocadas por Johann Goldberg". Este Johann Goldberg era um jovem de 14 anos protegido do Conde, que tinha começado a sua formação musical em Dresden com o filho mais velho de Bach, Wilhelm Friedemann e que depois foi enviado a Leipzig para aprender com o próprio J. S. Bach.
Por causa do nome do rapaz, a extensa obra ficou conhecida como "Variações Goldberg".

Variação 25, de 'Variações Goldberg' em sol menor, BWV 988
Cravista Igor Kipnis
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AMANHÃ
Plácido Domingo canta Schubert (Ave Maria - c/ Pequenos Cantores de Viena)
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Béla Bartók - Concerto

26.Set.2007

CONCERTO PARA VIOLA E ORQUESTRA
Béla Bartók
(1881-1945)
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MÚSICA (4min29)
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O Pretérito Mais-Que-Perfeito lembra hoje Bela Bartók – a propósito do aniversário da morte do mais célebre compositor húngaro, um dos maiores nomes da música do séc. XX e do estudo da etnomusicologia.

Béla Viktor János Bartók de Szuhafő nasceu numa pequena cidade da Hungria em 1881 e viveu até 1945, ano em que morreu em Nova Iorque, no dia 26 de Setembro.
Considerado o principal representante da modernidade clássica, notabilizou-se tanto como brilhante pianista e professor na Academia de Música de Budapeste como enquanto compositor. Entre muitas obras para diversos instrumentos e orquestra, compôs mais de 150 estudos para piano.
Nas primeiras composições Bartók seguem a tradição do séc. XIX, com progressiva evolução para o impressionismo, principalmente por influência de Claude Débussy. Mas o aspecto central da sua obra e o seu principal legado ficaram a dever-se ao interesse pela música de origem popular, que recolheu e investigou numa série de viagens por diversos paises do sudeste europeu.
Na companhia de Zoltan Kodály, Bela Bartók recolheu milhares de canções ciganas da Roménia, da Sérvia, da Bulgária, da Croácia, da Ucrânia, da Eslováquia e da Turquia, chegando inclusive ao norte da África. A preocupação foi sempre a relação da música zíngara com a Hungria. Tal como em Portugal viria a acontecer com Fernando Lopes Graça, Bartók inspirou-se na melodia de raiz popular para potenciar a composição da chamada música erudita.

3º andamento, Allegro vivace, do Concerto para Viola e Orquestra
violetista Kim Kashkashian
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AMANHÃ
Igor Kipnis toca Variações Goldberg
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Jean-Phillipe Rameau

25.Set.2007

LA POULE / LE RAPPEL DES OISEAUX
Jean-Phillipe Rameau
(1683-1764)
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La PouleLe Rappel des Oiseaux
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Falamos hoje de Jean-Philippe Rameau – um compositor revolucionário e inovador … de há mais de 300 anos. Faz hoje anos que nasceu.
Jean-Philippe Rameau viveu entre 1683 e 1764 – e deixou importantes marcas na sua época e em toda a História da Música, pela profundidade com que estudou a teoria musical, pelas inovações que introduziu na arte da composição e na técnica de tocar o principal instrumento musical da sua época.
Foi um homem culto, profundo e… irreverente. Quando jovem, deu-se mal com o ensino dos jesuítas, de tal modo que o pai viu-se obrigado a enviá-lo para Itália, para estudar música. Não sabia no que se metia…!
Rameau regressou a França tocando violino com uma companhia de comediantes e, envolvido em polémicas filosóficas que tinham por protagonistas homens como Voltaire e Rousseau, enfrentou os conservadores da corte do rei-sol Luis XIV. Custou-lhe caro, porque foi atacado e escarnecido – mas a História deu-lhe razão: O “Tratado da Harmonia”, que escreveu em 1722, revelou técnicas e segredos harmónicos na arte de compor e compreender a música, que ficaram a ser e são hoje ainda do mais importante que se conhece na matéria.

Com o regresso de Itália, Jean-Philippe Rameau originou profundas mudanças na música francesa. Ao contrário dos seus antecessores, considerou a composição para igreja uma obrigação fastidiosa. A forma francesa da suíte de danças foi abandonada em proveito de uma forma aparentada com o concerto italiano em 3 movimentos. Pela primeira vez o cravo não é nem um contínuo, nem um instrumento polifónico, com em J.S.Bach, mas um instrumento de solo virtuoso. As peças de Rameau anunciam já Haydn e Mozart…

“La Poule” / pianista Edgar Fruitier
“Le Rappel des Oiseaux” / cravista Gustav Leonhardt
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AMANHÃ
Béla Bartók - Concerto para Viola e Orquestra
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Bellini - Norma (Casta Diva)


23.Set.2007

CASTA DIVA (NORMA)
Vincenzo Bellini
(1801-1835)
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MÚSICA - Maria Callas(5min38)
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Vincenzo Bellini (cujo nome completo era Vincenzo Salvatore Carmelo Francesco Bellini) nasceu em Catania, na Sicília, em 1801 e viveu apenas 34 anos. O suficiente para ficar na História como um dos mais importantes compositores da ópera do sèc. XIX.
A par de “La Sonnambula” e “Os Puritanos” (verdadeiras obras-primas), a ópera “Norma” imortalizou Bellini, pela beleza das suas arias, mas também pela dificuldade que representa ara qualquer intérprete.
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“Norma” continua a ser um cartão de visita no repertório de todas as grandes intérpretes da ópera. A aria “Casta Diva”, do 1º acto, é de um primor técnico tal que Bellini teve que alterá-la 6 vezes para que a soprano que a cantou na estreia se sentisse à vontade em palco. E conta-se que a brilhante soprano alemã Lilli Lehmann, na hora em que morreu proferiu esta última palavra: “Norma”. Tinha cantado a obra, pela última vez, 20 anos antes…

* aria “Casta Diva”, da ópera “Norma”, de Vicenzo Bellini
* interpretação de Maria Callas
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AMANHÃ
Jean-Phillipe Rameau - Le Rappel des Oiseaux
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A.Bocelli; Isaac Stern

22.Set.2007
Andrea Bocelli
CIELO E MAR (La Gioconda, A. Ponchielli)
O SOAVE FANCIULA (La Bohème, G. Puccini)
Cielo e MarO Soave Fanciula
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Isaac Stern
CONCERTO VIOLINO E ORQUESTRA
(Op.35, em Ré M.,Tchaikovsky)
1º Andamento (extr.)3º Andamento (finale)

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Começou o Outono, estação paradoxal para os artistas, época de inspiração e melancolia. Talvez por isso – ou também por isso – o Pretérito Mais-Que-Perfeito evoca nesta sua edição semanal um nascimento e uma morte – certo que se trata de duas grandes almas de músicos: O tenor Andrea Bocelli e o violinista Isaac Stern.

Andrea Bocelli — que nasceu em 22.Set.1958 e completa hoje 49 anos, portanto – é um dos tenores vivos que goza de maior popularidade, sobretudo porque tem sido eclético na escolha de um repertório que vai da ópera à música ligeira e “pop”. Gravou La Bohème, O Trovador, Werther e Tosca, mas também concorreu mais de uma vez – e ganhou – o Festival de San Remo, como igualmente tem participado em concertos destinados a auditórios vastos, sobretudo com fins beneficentes.
Bocelli nasceu com glaucoma congénito e ficou completamente cego quando tinha doze anos por causa de uma pancada que sofreu na cabeça quando jogava futebol. Nesse mesmo ano, tinha ganho o prémio Margheritta d’Oro e a cegueira não o fez desfalecer. Formou-se em Direito, trabalhou como advogado e continuou sempre a dedicar-se à música. Frequentou master classes com o tenor Franco Corelli e facilmente revelou os seus extraordinários dotes vocais na ópera.

Andrea Bocelli — que acabámos de ouvir cantar a aria "Cielo e Mar" da ópera de Ponchieli "La Gioconda" – tem hoje um mediatismo incomparável, principalmente graças à atenção que as televisões de todo mundo dão (muito justamente, de resto) à sua dedicação a causas de beneficência e à disponibilidade para aparecer em palco ao lado de toda a espécie de artistas, com todos emparceirando de igual para igual.
Em 1992 o ídolo de rock italiano Zucchero ensaiou a voz de Bocelli para fazer um duo com ele na canção “Miserere”. A gravação acabou por ser feita com Pavarotti. Mas quando ouviu as gravações de teste, o próprio Pavarotti entendeu que a voz de Andrea Bocelli era mais adequada para a interpretação…

Passa hoje, também, o aniversário da morte do violinista Isaac Stern, violinista americano por naturalização (nasceu na Bielorrússia), falecido a 22.Set.2001. Ficou na História da Música como um dos maiores violinistas do séc. XX e de sempre.
Virtuoso deslumbrante, trabalhador incansável da arte do violino, Isaac Stern emprestou a sua técnica e sensibilidade musical incomparáveis a quase todos os grandes compositores da grande música. Gravou ao todo, mais de cem discos.
Mas além de extraordinário violinista, Isaac Stern foi também um cidadão de elevado sentido humanista: Ficou célebre a sua recusa de tocar com o maestro Herbert von Karajan, em virtude da simpatia nazi do célebre regente da Filarmónica de Berlim, um maestro com quem qualquer músico pagaria para tocar.

"Cielo e Mar" da ópera de Ponchieli "La Gioconda"
“O Soave Fanciula”, da ópera “La Bohème”, de G. Puccini
Isaac Stern – Concerto para Violino e Orquestra, em Ré M., op.35, de Tchaikovsky

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G. Holst - Suite Banda Militar

21.Set.2007
2ª SUITE (MARCHA)
Gustav Holst

(1874-1934)
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O Pretérito Mais-Que-Perfeito lembra hoje Gustav Holst – no aniversário de nascimento deste compositor.

Gustav Holst nasceu em Cheltenham (Inglaterra), a 21.Set.1874. Viveu até 1934.
Desde criança, respirou música no ambiente da família, sobretudo por influência do pai, que era professor de música e de quem se diz que dava mais atenção ao seu piano do que à família.
Apesar de padecer de anemia grave e de deficiente visão, Gustav leu o Tratado de Instrumentação, de Berlioz, antes de ter completado 13 anos.
Depois, foi aluno de Stanford no Colégio Real de Música e conheceu Ralph Vaughan Williams, de quem se tornou grande amigo.

Gustav Holst dedicou-se principalmente ao ensino da música e dizia que o sucesso da sua obra-prima, a Suite “Os Planetas”, o tinha apanhado de surpresa quando já não esperava ser conhecido.
A despeito desta humildade, deixou uma obra cheia de originalidade, condicente com a sua forte personalidade e o seu espírito curioso, que o levou a interessar-se pelas culturas orientais e a transpor essa influência para a sua música.

Marcha da 'Segunda Suite em Fá Maior para Banda Militar'
A interpretação foi da Banda da Força Aérea dos Estados Unidos
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AMANHÃ
Andrea Bocelli canta Ponchielli e Puccini
Isaac Stern toca Tchaikowsky
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A.Benjamin - Jamaican Rumba

18.Set.2007

JAMAICAN RUMBA
Arthur Benjamin
(1893 - 1960)

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Comemoramos hoje o aniversário do compositor Arthur Benjamin, nascido a 18.Set.1893.

Arthur Benjamin, australiano de nascimento, fixou-se e fez carreira em Londres, onde se notabilizou como professor, compositor e pianista.
Deixou obra no Royal Colledge of Music, onde passaram pelas suas mãos alunos tão célebres como, por exemplo Benjamin Britten, que viria a ser também um ícone da música e do seu ensino, entre os ingleses.

Compositor de uma obra vasta e musicalmente atractiva – a sua célebre Sinfonia nº 1 e outras obras orquestrais – Benjamin tornou-se famoso, sobretudo, pela sua Jamaican Rumba, de que faz parte o popular Concerto para Oboé, inspirado no compositor oitocentista italiano Cimarosa e muito tocado em clarinete.

* clarinetista Murray Khouri, com a pianista Rosemary Bar
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AMANHÃ
Johannes Brahms - Sonata Op. 120, nº 2, para clarinete e piano
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Shostakovich - Suite Jazz #2

12.Set.2007

SUITE DE JAZZ #2 - VALSA
Dmitri Shostakovich
(1906-1975)
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MÚSICA (3min41)

(a toque de jazz e em passo de valsa)
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Comemora-se hoje o 101º aniversário do compositor russo Dmitri Shostakovitch.
Shostakovitch nasceu em São Petersburgo a 12 de Setembro de 1906, tendo vindo a morrer em Moscovo, em 1975. Estudou piano e composição, desde os 13 anos, no Conservatório de São Petersburgo e como compositor, trabalhou oficialmente para o regime da União Soviética, logo desde o grande êxito que teve a sua 1ª Sinfonia, que compôs em 1926. No final da vida, porém, foi um músico quase ignorado no seu país.

Compôs quinze sinfonias, tornando-se um dos maiores compositores do género do século XX. Também escreveu uma suite para orquestra de jazz, dois concertos para piano e orquestra, concertos para violino e violoncelo e diversos quartetos de cordas, além de duas óperas e obras para piano solo.
A sua música é envolvente e usa frequentemente temas militares, comuns ao ambiente que o seu país viveu na época.

* Valsa da Suite de Jazz no.2
* Royal Concertgebouw Orchestra
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AMANHÃ
Alexis Chabrier - España
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Purcell - Quenn Mary; King Arthur

10.Set.2007

QUEEN MARY... / KING ARTHUR
Henry Purcell
(1659-1695)

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Ao que se sabe, faz hoje anos – convenhamos que já são muitos – que nasceu um importante compositor do barroco inglês.

Henry Purcell nasceu, segundo se pensa, no dia 10 de Setembro de 1659 e viveu até 1695. Londres foi a cidade em que nasceu e morreu este compositor e autor de obras didáticas, que na sua época foi e ainda hoje é famoso pelas suas Lições para Cravo.
Como compositor, deixou um grande número de Odes, Hinos, composições religiosas, sonatas e fantasias para viola de arco.

Célebre também pelas óperas “Dido e Eneias” e “A Tempestade”, Purcell é um compositor muito escolhido pelas principais orquestras de câmara e grupos de metais da música barroca.
É esse o caso das duas breves peças que escolhemos para este programa: A Música Fúnebre para a Rainha D. Maria; e a Abertura de “O Rei Artur”.

* Música Fúnebre para a Rainha D. Maria / Grupo de Metais do Barroco de Londres
* Abertura de “O Rei Artur” / English Baroque Soloists, maestro John Eliot Gardiner
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AMANHÃ
François Couperin - L'Apotheose de Lully
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J. Christian Bach - Concerto Viola

5.Set.2007

CONCERTO PARA VIOLA
Johann Christian Bach
(1735-1782)

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Comemoramos hoje o nascimento de um músico de quem bem podemos dizer que era de boa família.
Johann Christian Bach foi o 11º filho de Anna Magdalena Wülken, ou seja, o mais novo dos 20 filhos de Johann Sebastian Bach.
Nasceu em Leipzig, no dia 5.Set.1735 e aprendeu música com o pai – e diz-se que foi para melhor o ensinar que Johann Sebastian escreveu o Livro II da sua famosa obra O Cravo Bem Temperado.
Após a morte do pai, Johann Christian continuou os estudos de música com seu meio irmão Carl Philipp Emanuel Bach, outro famoso compositor.
Graças ao irmão, de resto, terá Johann Cristian conhecido Mozart, com quem conviveu e fez estreita amizade em Londres.
Diga-se que foi na capital inglesa que Johann Christian Bach desenvolveu a maior parte da sua obra e passou quase toda a sua vida. Daí ser frequentemente denominado “o Bach inglês”.
Em Inglaterra, de resto, foi designado Mestre de Música da rainha e os seus deveres incluíam ministrar aulas de música a ela e a seus filhos e acompanhar o Rei Jorge III ao piano, enquanto o rei tocava flauta.
Foi o único dos filhos de J. S. Bach a escrever óperas em italiano, tendo começado com arias inseridas em óperas de outros autores, prática conhecida como pasticci, mas conseguindo muito público e muito sucesso com as suas obras dramáticas, mormente no King’s Theatre.
Apesar desse sucesso e das dezenas de sinfonias que escreveu, Johann Christian Bach faleceu pobre, no primeiro dia de 1782 e foi enterrado numa sepultura para indigentes, não identificada, na Igreja St Pancras Old. Ao registarem o seu óbito, os ingleses referenciaram-no como Johann Christian Back.

3º andamento do Concerto para Viola de Arco em Dó menor
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AMANHÃ
Anton Diabelli - Sonata em Lá Maior
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